Crónica: Portimonense com pleno de vitórias segue para as ‘meias-finais’
O Portimonense qualificou-se hoje pela primeira vez para as meias finais da Taça da Liga de futebol, após a vitória alcançada no reduto do Paços de Ferreira, por 3-2, fazendo o pleno de vitórias no Grupo C.
A formação algarvia, a única da II Liga neste grupo, totalizou vitórias nos jogos com o Arouca (4-1) e o Sporting (2-0) e chegou ao derradeiro jogo com vantagem pontual e na diferença de golos para os ‘leões’, que ainda tinham alguma esperança na qualificação, repetindo o triunfo em Paços de Ferreira, após anularem uma desvantagem de dois golos.
Os locais, que estrearam o guarda-redes Marco e o júnior Roger na equipa principal, adiantaram-se no marcador por Roniel, aos seis minutos, e marcaram o segundo golo por Manuel José, aos 27, mas os algarvios reduziram perto do intervalo, aos 44, por Fidelis.
Cícero, na própria baliza, aos 71 restabeleceu o empate, mas a reviravolta só foi confirmada três minutos depois, num livre direto de Fabrício, que permitiu ao Portimonense ser o primeiro conjunto da II Liga nas meias-finais.
O Portimonense entrou mal no jogo, acusando alguma pressão, e uma perda de bola infantil de Fidelis Irhene, aos seis minutos, foi aproveitada por Roniel, livre de marcação à entrada da área, rematar cruzado e bater Leo.
O Paços apresentou hoje com um futebol mais trabalhado, tirando partido das características mais técnicas de jogadores como Rodrigo António, Manuel José ou Fábio Martins, que conseguiam trocar a bola com facilidade no meio campo contrário. O clube nortenho voltou a estar perto do golo aos 20 minutos, com Jadson a acertar inadvertidamente no poste, numa tentativa de corte.
Este lance antecipou o segundo tento dos locais, anotado pelo experiente Manuel José, aos 27 minutos, com um remate dentro da área, após Cícero amortecer de cabeça, em mais um lance que colocou a nu as facilidades defensivas dos algarvios.
Este golo fez soar o alerta no banco do Portimonense e a entrada de André Carvalhas para o lugar do desinspirado Fidelis Irhene, aos 33, ajudou a arrumar as ideias no meio campo da formação algarvia, que reentrou na discussão do resultado na saída para o intervalo, por Fidelis, a desviar um centro bombeado de Ryuki da esquerda, após livre.
A segunda parte teve mais intensidade, com os jogadores das duas equipas a serem mais rápidos sobre a bola, e o Paços voltou a entrar melhor, mas Fábio Martins, por duas vezes, e Christian, este último em posição frontal, não acertaram com a baliza de Leo.
O Portimonense foi mais pragmático e feliz, ao anular primeiro a desvantagem por Cícero, na própria baliza, aos 71 minutos, após um livre em que o guarda-redes Marco pareceu mal batido, um cenário que se repetiu três minutos depois, num livre direto aproveitado por Fabrício, em que a barreira pareceu mal formada.
Os algarvios estavam, pela primeira vez, em vantagem e à beira de fazer um pleno que Bruno Moreira poderia ter impedido, mas o máximo goleador do Paços falhou três lances claros de golo.
O Portimonense, primeiro, com nove pontos, mais três do que o Sporting, segundo, com seis (Paços de Ferreira e Arouca, por esta ordem, completaram as restantes posições, ambos com um ponto), vai agora discutir a presença na final da competição com o vencedor do Grupo A, com o Marítimo em vantagem à entrada para a última jornada.
Tuesday, 26 de January de 2016
Wednesday, 27 de January de 2016
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