Euro-2016: Alemanha, Espanha e anfitriã França arrancam na ‘primeira linha’
A Alemanha, campeã mundial em título, a Espanha, vencedora dos dois últimos europeus, e a anfitriã França, que já venceu dois cetros em casa, são os principais candidatos ao triunfo no Europeu de futebol de 2016.
De 10 de junho a 10 de julho, numa competição alargada a 24 seleções, mais oito do que há quatro anos, a Inglaterra e a Itália, outras formações com história, apresentam-se como os principais ‘outsiders’ da 15.ª edição da prova.
Sem qualquer triunfo em grandes competições e apenas uma final, perdida em casa, em 2004, Portugal, sobretudo por Cristiano Ronaldo, também tem ambições, tal como a Bélgica, que procura igualmente o primeiro troféu, no seu caso alicerçada numa ‘geração’ de enorme qualidade.
Vencedora da última grande competição, o Mundial de 2014, a Alemanha sai da ‘pole’, mesmo se Joachim Löw não tem algumas armas importantes de há dois anos, casos do ‘capitão’ Philipp Lahm e do goleador Miroslav Klose.
Ainda assim, a estrutura base mantém-se, com Neuer, Hummels, Boateng, Kroos, Özil e Thomas Müller, mais Höwedes, Schweinsteiger, Draxler, Khedira, Can, Podolski, Gomez e Götze, o ‘herói’ de 2014. Volta a faltar o azarado Reus.
Os germânicos não mostraram nestes dois anos a força exibida no Brasil, onde, por exemplo, humilharam os ‘canarinhos’, com um inesquecível 7-1 nas meias-finais, numa análise que se pode estender à Espanha.
Os espanhóis venceram consecutivamente os Europeus de 2008 e 2012 e o Mundial de 2010, mas ‘despistaram-se’ no Brasil e, na qualificação, não foram muito convincentes, sendo muitas as dúvidas se podem, de facto, chegar a um histórico ‘tri’.
Ainda assim, Vicente Del Bosque tem muita qualidade ao seu dispor, com De Gea, Juanfran, Sergio Ramos, Piqué, Jordi Alba, Busquets, Iniesta, Cesc Fabrègas, Thiago Alcántara, David Silva, Pedro, Nolito, Aduriz ou Morata.
Quanto à anfitriã França, as ausências de Benzema e Varane não ajudam Didier Deschamps, mas as soluções de grande qualidade abundam, de Pogba a Griezmann, passando por Lloris, Koscielny, Evra, Matuidi, Martial ou Giroud.
Os gauleses têm também o fator casa do seu lado, que aproveitaram em 1984, para vencer o respetivo europeu, no que foi sua primeira vitória internacional, e em 1998, quando ganharam o seu único título mundial.
Por seu lado, a Itália não tem ‘estrelas’ de outros tempos, mas continua a ter uma defesa de enorme qualidade, assente na Juventus, com Gianluigi Buffon ainda na baliza, enquanto a Inglaterra surge renovada, com o ‘miúdo’ Marcos Rashford, Harry Kane, Jamie Vardy ou Dele Alli e, claro, Wayne Rooney.
Em matéria de individualidades, ninguém tem, no entanto, nenhuma como Cristiano Ronaldo, o ‘capitão’ e grande figura da seleção portuguesa, que, depois da final (2004), dos ‘quartos’ (2008) e das ‘meias’ (2012), quererá despedir-se, provavelmente, dos Europeus a ganhar.
Já campeão da Europa de clubes, o jogador do Real Madrid, de 31 anos, é a grande arma de Fernando Santos, treinador que assumiu a ambição de vencer a prova.
Se Portugal assenta muito numa individualidade, a Bélgica, outro ‘outsider’, tem uma geração de enorme qualidade, uma série de ‘estrelas’, como Courtois, Alderweireld, Vertonghen, Dembélé, Nainggolan, Fellaini, Witsel, Hazard, De Bruyne, Mertens, Carrasco, Origi, Lukaku, Benteke ou Batshuayi.
Numa competição em que, entre os ‘grandes’, só falta a Holanda, campeã em 1988, o estreante País de Gales, de Gareth Bale, a Polónia, de Robert Lewandowski, e a Suíça são fortes candidatas, pelo menos, a ultrapassar a fase de grupos.
A Rússia, a Croácia, de Rakitic e Modric, a República Checa, a Turquia, de Arda Turan, e a Suécia, de Zlatan Ibrahimovic, também não vão querer, certamente, falhar os ‘oitavos’, fase que se realiza pela primeira vez num Europeu.
Com o alargamento a 24, passam à fase a eliminar os dois primeiros de cada um dos seis grupos de quatro, mais os quatro melhores terceiros, o que significa que apenas são eliminadas oito seleções.
O Europeu de França vai ficar marcado pela estreia absoluta de Albânia e Islândia em fases finais de grandes competições e de Pais de Gales, Eslováquia e Irlanda do Norte em campeonatos da Europa, após presenças em Mundiais.
O Europeu de 2016 realiza-se de 10 de junho a 10 de junho, em 10 cidades francesas.


