Euro2008: Scolari mantém-se fiel ao 4-3-3 em jogo chave com a Sérvia
O sistema táctico 4-3-3 ”é para manter” frente à Sérvia, assegurou hoje o seleccionador português de futebol, Luiz Felipe Scolari, que qualificou o confronto de quarta- feira como um jogo chave no grupo A de qualificação para o Euro2008.
O treinador da equipa vice-campeã europeia não forneceu mais pistas sobre o ”onze” a apresentar no estádio do Estrela Vermelha, em Belgrado, e, apesar de fazer contas à vitória, alertou que ”Portugal não é infalível”, refreando o entusiasmo gerado pela goleada (4-0) aplicada sábado à Bélgica.
”Concordo (que é um jogo chave). As duas equipas jogam seis pontos neste jogo. Quem vencer fica com uma vantagem muito boa, especialmente quem joga fora de casa. Mas o adversário também pensa assim e não somos infalíveis”, contabilizou Scolari, que, como habitualmente, manteve em segredo a equipa titular.
A grande dúvida em torno do ”onze” prende-se com a eventual inclusão na frente de ataque de Simão (suspenso ante a Bélgica) e o treinador brasileiro, apesar de não ter clarificado essa questão, deixou uma certeza: ”O 4-3-3 é para manter”.
”Não haverá alterações tácticas, porque tenho quatro extremos muito bons e por isso usarei dois atletas nas laterais, deixando um ou dois no banco de suplentes”, adiantou Scolari, para quem a escolha, entre tanta fartura (Ronaldo, Quaresma, Simão e Nani), ”nunca é um embaraço”.
O seleccionador destacou a qualidade dos extremos lusos, mas desvalorizou a importância de Quaresma e Ronaldo (autores de exibições notáveis com a Bélgica e autores de três dos quatro golos), explicando que ”as suas habilidades são usadas em prol do colectivo”.
O técnico falou em conferência de imprensa antes do treino da de adaptação ao relvado do estádio da capital sérvia, durante o qual Ronaldo sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo e foi considerado em dúvida para a partida, de acordo com assessor de imprensa federativo.
Scolari prometeu ”escolher a melhor equipa para ganhar à Sérvia” e lembrou que os adversários directos na luta pelo apuramento – Finlândia, Polónia e Sérvia – ainda têm que jogar em Portugal, rejeitando o favoritismo atribuído pelo homólogo Javier Clemente.
”Os nossos jogadores também têm um bocadinho de malandragem suficiente para não cair no conto. A Sérvia esteve sempre à nossa frente até agora, que estamos empatados”, advertiu Scolari, que até pensa em vencer o Europeu, ”mas antes é preciso obter a qualificação”.
O treinador não teme o ambiente adverso no recinto da capital sérvia, que estará lotado com mais de 50.000 adeptos locais, mas cujo cognome – Marakana, por comparação ao lendário estádio do Rio de Janeiro – traz boas recordações ao brasileiro: ”sinto-me em casa”.
Scolari minimizou o sucesso sobre os belgas, lembrando que ”ainda há uma longa caminhada pela frente”, qualificando o encontro do Estádio José Alvalade como ”um milagre”, resultado de ”quatro golos em seis oportunidades” frente a um adversário ”muito desfalcado”.
O seleccionador não gostou de forma como os jogadores foram contagiados pelo público presente no recinto do Sporting e facilitaram quando o resultado ainda estava em 2-0, advertindo que têm que ser ”mais profissionais e manter a humildade”.
Com o triunfo sobre a Bélgica, o primeiro em sete jogos oficiais, Portugal ascendeu ao terceiro lugar do grupo A, em igualdade com a Sérvia, a um ponto da Finlândia e a três da Polónia, mas a líder tem mais um jogo disputado.
Caso Scolari aposte no mesmo ”onze”, Portugal alinhará da seguinte forma em Belgrado: Ricardo, Miguel, Jorge Andrade, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Petit, Tiago, João Moutinho, Quaresma, Ronaldo e Nuno Gomes.
O encontro está agendado para as 20:30 (19:30 em Lisboa), e será dirigido pelo francês Bertrand Layec.
LUSA


