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O FC Porto conta mais de 60 por cento de triunfos nos embates caseiros frente ao Benfica para o “nacional” de futebol, mas os “encarnados” melhoraram desde que o palco passou a ser o Estádio do Dragão.

FC Porto-Benfica: Tricampeões com mais de 60 por cento de triunfos
FC Porto-Benfica: Tricampeões com mais de 60 por cento de triunfos

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Após 10 derrotas (1994/95 a 2003/2004), seis delas por dois ou mais golos, o “onze” da Luz empatou 1-1 em 2004/2005, na estreia no novo palco, venceu por 2-0 em 2005/2006 e a época passada só caiu por “acidente” (2-3), num lançamento lateral, já nos descontos.

O triunfo conseguido em 2005/2006 pelo “onze” liderado pelo holandês Ronald Koeman, graças a um “bis” de Nuno Gomes (57 e 64 minutos), colocou um ponto final numa “seca” de 15 anos sem triunfos do Benfica, que havia ganho pela última vez em 1990/91, graças a outro célebre “bis”, esse de César Brito (81 e 84).

Após a vitória de 28 de Abril de 1991, que catapultou a formação comandada pelo sueco Sven-Goran Eriksson para o título, o FC

Porto somou 14 jogos consecutivos sem perder (11 vitórias e três empates), recorde que o holandês Co Adriaanse não logrou prosseguir.

Na época passada, e apesar das dificuldades, o FC Porto retomou, no entanto, o caminho dos triunfos: em 73 jogos, soma 44 (60,3 por cento), contra apenas 12 do Benfica (16,4 por cento), num clássico que terminou empatado em 17 ocasiões (23,3).

A formação “azul e branca” começou por não perder qualquer um dos primeiros oito embates (cinco vitórias e três empates), cedendo a primeira derrota em 1942/43: os “encarnados” venceram por 4-2, com golos de Manuel da Costa (dois), Julinho e Nelo.

Até ao início da década de 50, o Benfica ainda venceu mais três encontros, mas, de 1950/51 a 61/62, o FC Porto mostrou-se insuperável (10 vitórias e dois empates), num período em que se destacam três triunfos consecutivos por 3-0 (54/55 a 56/57).

Em 1962/63, um golo do “inevitável” Eusébio valeu uma vitória por 2-1 e o fim do jejum de triunfos do Benfica, que só voltaria a ganhar em 69/70: a essa derrota, o conjunto da casa respondeu com a maior goleada de sempre (4-0 em 70/71, com quatro tentos de Lemos).

A década de 70 acabou, no entanto, por vir a ser o melhor período dos “encarnados”, que em 1971/72 ganharam por 3-1 e conseguiram, depois – pela primeira e única vez em “solo” portista -, três triunfos consecutivos, entre 74/75 e 76/77.

O Benfica venceu por 3-0 em 1974/75 (golos de Vítor Martins, Moinhos e Toni), por 3-2 em 75/76 (Vítor Martins e “bis” de Jordão) e, finalmente, por 1-0 em 76/77, com um tento de Fernando Chalana, actual técnico principal do conjunto da Luz.

Em 1977/78, o FC Porto colocou um ponto final numa “seca” de 18 épocas sem vitórias no campeonato nacional e iniciou também um período de ainda maior superioridade nos jogos caseiros com o Benfica – desde aí, soma 21 vitórias, sete empates e apenas duas derrotas.

Neste percurso, destaque para os 10 triunfos consecutivos, entre 1994/95 e 2003/2004, coincidentes com o período mais “negro” da história dos “encarnados”, que, depois do título de 1993/94 só voltaram a ser campeões em 2004/2005.

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