1
2
3
4

Benfica: Futuro técnico viverá «momento ideal» para treinar clube, diz Toni

Toni, treinador campeão pelo Benfica na época de 1993/94, considera que o clube da Luz ”vive um tempo novo sob a âncora de Rui Costa” e que é o momento ideal para qualquer treinador que assuma o futebol.

Benfica: Futuro técnico viverá «momento ideal» para treinar clube, diz Toni
Benfica: Futuro técnico viverá «momento ideal» para treinar clube, diz Toni

Numa fase em que se avançam contactos com o ex-jogador dinamarquês e recente treinador do Getafe, Michael Laudrup, e depois de terem gorado as hipóteses com Carlos Queiroz, Eriksson ou Quique Flores, Toni acredita que o Benfica ainda é apetecível.

”Este ciclo, esta mudança, pode ser uma perspectiva boa para quem chega e tem a hipótese de iniciar uma nova era dentro do Benfica”, disse o antigo jogador, treinador e director-desportivo do Benfica, que no clube ”encarnado” ganhou 14 de 31 títulos.

Para o ex-treinador não é inibição, nem algo que possa pesar, o facto do Benfica ter falhado a qualificação para a Liga dos Campeões, como quarto classificado da Liga, porque não é esse o princípio subjacente ao perfil de quem vier treinar o clube.

”Na minha perspectiva não condiciona e é preciso ver o perfil, pode ser um treinador com uma caminhada paralela à entrada de Rui Costa e porque o Benfica precisa de se refundir como equipa para que de uma forma sustentada tenha menos convulsões”, disse.

Segundo Toni, olhar para a Liga dos Campeões ou Taça UEFA não é a prioridade das coisas, porque antes de tudo o mais o clube tem que ”reconquistar” internamente o seu espaço, numa fase em que o futebol europeu é dominado por ingleses, espanhóis ou italianos.

”Houve dois milagres que foi o facto do FC Porto ter ido disputar uma final com o AS Mónaco (Liga dos Campeões) e uma outra com o Celtic (Taça UEFA)”, especificou Toni, lembrando que esta época a ”Champions” teve três equipas inglesas nas meias-finais.

Já Álvaro Magalhães, antigo jogador do Benfica e técnico-adjunto do italiano Giovanni Trapattoni no último título alcançado pelo Benfica (época 2004/2005), pensa que a ausência na Liga dos Campeões pode ser um factor importante.

”Os treinadores também são ambiciosos e querem estar ao mais alto nível”, sublinhou Álvaro, embora reconheça que o Benfica continua a ”carregar” consigo um nome apetecível e muito atractivo no mercado.

Álvaro Magalhães considera que estas equações dependem da ambição dos técnicos, mas que às vezes mais do que a componente desportiva, de estar ou não na ”Champions”, pesa a orçamental e o facto de surgirem concorrentes que oferecem mais.

”Todos sabem que o Benfica é uma grande instituição, mas por vezes os negócios complicam-se por existirem outros clubes interessados”, concluiu Álvaro Magalhães.

Siga-nos no Facebook, no X, no Instagram, no Whatsapp e no Youtube.

Na Primeira Página