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O presidente da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF) disse hoje que os alegados insultos do selecionador português, Carlos Queiroz, a elementos Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) não podem servir para decisões de fundo.

Alegados insultos de Queiroz não devem servir para decisões de fundo
Alegados insultos de Queiroz não devem servir para decisões de fundo

“São coisas inconvenientes, desagradáveis, devem ser responsabilizados os autores e devem ser refletidas as condições em que as coisas são passadas. Não deve ser extrapolado daí para decisões de fundo nas relações entre entidade patronal e treinador”, disse Silveira Ramos.

Em declarações à Agência Lusa, o líder da ANTF adiantou que “se o avolumar dos casos justificar a perda de confiança na relação entre os dois, devem procurar as soluções que façam com que eles se sintam satisfeitos, porque uma relação de trabalho tem de ser satisfatória”.

“Não estamos a tentar tirar peso aos acontecimentos, mas não podem ser decisivos de fora para dentro. Têm de ser as autoridades que estão envolvidas a decidir que, dado os casos A, B e C, deixou de haver relação de confiança. A partir daí, tem de se arranjar uma solução”, afirmou.

Para a ANTF, “se há responsabilidades do professor Queiroz, que sejam assumidas”, assim como “se há alguma forma mais hostil da autoridade antidopagem na participação na seleção, que seja também reconhecida”.

“Pensamos é que esse facto está a ter um peso público muito grande naquilo que são as decisões da relação Federação/treinador. Elas terão alguma implicação a serem verdade e terão de ser assumidas as responsabilidades, mas, se isso é motivo para que o treinador e a sua entidade patronal percam a sua relação de confiança, terão de ser eles a decidir, por via jurídica ou por negociação”, referiu.

Contudo, a ANTF “não tem a ideia de que os treinadores sejam perfeitos e tenham de ser defendidos independentemente das responsabilidades”.

“O treinador e a sua entidade patronal têm de assumir as suas responsabilidades. Não temos nada a ideia que um treinador que cometa erros tenha de ser branqueado, tem de assumir as suas responsabilidades. Somos defensores do cumprimento dos regulamentos”, afirmou.

O Diário de Notícias noticiou que a FPF tem um inquérito conduzido pelo IDP que visa um alegado comportamento incorreto do selecionador nacional, Carlos Queiroz, durante uma ação de médicos da ADoP no estágio da equipa portuguesa na Covilhã, que antecedeu o Mundial2010.

A direção da FPF reúne-se na sexta feira, às 15:00, num encontro em que a decisão sobre a continuidade de Queiroz na seleção portuguesa deverá ser debatido.

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