FC Porto afunda «Submarino Amarelo» e garante 5ª final europeia
O “porta-aviões” do FC Porto aguentou hoje os vários “torpedos” do Villarreal e acabou por confirmar a rota imparável até à final da Liga Europa de futebol, apesar da derrota por 3-2, na segunda mão das “meias”.
Após golearem o quarto classificado da Liga espanhola por 5-1, no Porto, os “dragões” viram-se em desvantagem aos 17 minutos no Estádio El Madrigal, devido ao golo de Cani, mas tentos do brasileiro Hulk, ajudado por um defesa contrário (40), e do colombiano e máximo goleador da prova, Falcao (48), deram a volta ao marcador.
Contudo, aos 75, Capdevila empatou a partida e o italiano Rossi, aos 80 e de grande penalidade, deu o triunfo da consolação à equipa valenciana – a primeira derrota dos portistas em todas as competições após 14 triunfos seguidos, desde que há dois meses e 12 dias perderam na receção ao espanhol FC Sevilha (0-1), na segunda mão dos 16-avos-de-final da Liga Europa.
O emblema portista, já virtual campeão português e finalista da Taça de Portugal, vai assim marcar presença numa final de uma prova continental pela quinta vez, depois da Taça dos Vencedores de Taças1984, da Taça dos Clubes Campeões Europeus1987, Taça UEFA2003 e Liga dos Campeões2004.
O encontro decisivo, agendado para 18 de maio, em Dublin, vai ser ainda a 15.ª presença portuguesa em finais europeias, mas a dobrar porque o adversário dos “azuis e brancos” vai ser o estreante Sporting de Braga, numa 14.ª final europeia com representantes de uma só nação.
Como lhe competia, o Villarreal entrou em campo com muitas “ganas” e as rápidas desmarcações dos seus avançados e a pressão no meio campo contrário, criaram dificuldades ao conjunto luso, com o guardião brasileiro Helton a ser obrigado a algum trabalho.
Aos 17 minutos, explorando os limites da lei do fora de jogo, uma combinação entre Cani, Rossi e Marco Ruben permitiu ao primeiro inaugurar o marcador a favor dos da casa.
Com o passar dos minutos, o FC Porto foi encontrando o antídoto para o elaborado jogo ofensivo da equipa espanhola e encontrou espaços para se lançar em perigosos contra-ataques, como aos 40 minutos, quando Hulk ganhou velocidade e, mesmo pressionado, conseguiu rematar com sucesso contra Musacchio, ficando o guarda-redes Diego Lopez fora do lance.
Logo no início da segunda parte, Falcao, assistido pelo compatriota Guarin, colocou os visitantes em vantagem, “assinando” o seu 16.º tento na prova, ultrapassando o avançado alemão Jürgen Klinsmann, que tinha marcado 15 golos pelo Bayern Munique quando os bávaros conquistaram a Taça UEFA 1995/96.
Já com a eliminatória dada como decidida e João Moutinho, em risco de suspensão, e os lesionados Cristian Rodriguez e Fernando no banco de suplentes, além de remates à barra em cada uma das balizas, o Villarreal alcançou o triunfo em quatro minutos.
Aos 75, uma desatenção defensiva deixou Capdevila livre ao segundo poste para empatar novamente a partida, enquanto uma falta do argentino Otamendi sobre Marco Ruben permitiu ao italiano Rossi apontar o seu 11.º golo na prova na cobrança do penalti respetivo.


