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O presidente do Sporting revelou hoje que foi alertado há uma semana pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) para a SAD leonina se preparar para o incumprimento, dada a fraca adesão na altura ao empréstimo obrigacionista.

«A CMVM avisou-nos para nos prepararmos para entrar em incumprimento»
«A CMVM avisou-nos para nos prepararmos para entrar em incumprimento»

“Jamais esquecerei a noite de sexta-feira (16 de novembro), em que recebemos o valor (de subscrições da oferta de títulos da Sporting SAD. A CMVM avisou-nos para nos prepararmos para entrar em ‘default’ (incumprimento). Eu disse: ‘Não vamos falhar. Se (os bancos) não estão a fazer o trabalho, nós vamos fazer’”, afirmou Frederico Varandas, em conferência de imprensa.

O líder dos ‘leões’ mostrou-se, assim, muito satisfeito com o trabalho efetuado pelos ‘leões’, afirmando que foi montada “uma máquina em cinco dias, sete dias, se contarmos com o fim de semana”.

“Já senti muitas vezes a força do Sporting, mas esta foi tremenda”, frisou o presidente, lembrando que, normalmente, os empréstimos obrigacionistas das sociedades anónimas desportivas (SAD) conseguem alcançar a subscrição total em apenas 48 horas.

Isso não aconteceu nesta oferta pública de subscrição, que almejava alcançar um encaixe de 30 milhões de euros, tendo sido finalizada na quinta-feira com a captação de 26 milhões de euros.

“Os dias mais fortes foram segunda, terça, quarta e quinta-feira, em poucas horas (o período de subscrição de títulos terminou às 15:00(. Esta foi uma experiência surreal”, lançou, considerando que se o prazo para a compra de obrigações tivesse continuado aberto a adesão iria ser superior.

Varandas avança que “todos disseram que este foi um verdadeiro ‘case study’, pelas condições em que foi feito e pelos os prazos que eram praticamente impossíveis”.

“Hoje, pelas 16:00, estávamos na Euronext (gestora da bolsa portuguesa) para a cerimónia de encerramento do empréstimo e conseguimos, mas não foi fácil, porque fizemos isto praticamente sozinhos”, vincou.

Questionado sobre se ficou desiludido por não ter sido atingida a meta dos 30 milhões de euros nesta operação, Varandas admitiu que esse poderia ser o sentimento do ponto de vista financeiro, mas não o seu.

“Analisando friamente as condições em que este empréstimo foi preparado, e o que aconteceu a meio, tenho de dizer que foi francamente positivo. Mais do que o valor, é o sentimento de confiança dos sócios e adeptos. E conseguimos não falhar com o mercado”, realçou, depois de já ter deixado críticas à banca pela falta de divulgação do empréstimo obrigacionista da SAD ‘verde e branca’ junto dos clientes.

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