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Palancas Negras partiram para Botsuana no tudo ou nada no apuramento para CAN19

A seleção de futebol de Angola partiu hoje à tarde para Gaborone, onde, na sexta-feira, disputa o jogo decisivo de apuramento para Taça das Nações Africanas (CAN2019) frente ao Botsuana e em que só a vitória interessa.

Palancas Negras partiram para Botsuana no tudo ou nada no apuramento para CAN19
Palancas Negras partiram para Botsuana no tudo ou nada no apuramento para CAN19

Dos 29 jogadores inicialmente eleitos, o selecionador sérvio Srdjan Vasiljevic acabou por deixar sete em Luanda, manifestando-se “satisfeito” com os 22 que leva para Gaborone, em que só uma vitória, conjugada com a derrota da Mauritânia, que se desloca ao Burkina Faso no mesmo dia e à mesma hora, dita o apuramento direto.

Neste cenário, Angola apura-se diretamente para a fase final do campeonato, uma vez que os ‘Palancas Negras’ têm vantagem no confronto direto – derrota na Mauritânia por 1-0 e vitória por 4-1 em Luanda.

Se obtiver o segundo lugar no grupo D, Angola terá então de disputar um ‘play-off’, reservado para os segundos classificados dos diferentes grupos.

Após cinco das seis rondas, o grupo é comandado pela Mauritânia (12 pontos), seguida por Angola (nove), Burkina Faso (sete) e Botsuana (um).

Na fase de grupos, Angola tem três vitórias – Botsuana (1-0), Mauritânia (4-1) e Burkina Faso (2-1), todas em casa – e duas derrotas, ambas fora – Burkina Faso (1-3) e Mauritânia (0-1).

Entre os eleitos do selecionador figuram dois futebolistas a atuar em Portugal, o avançado do Sporting de Braga Wilson Eduardo e o defesa do Rio Ave Jonathan Buatu, ambos chamados pela segunda vez pelo selecionador de Angola.

Para a ‘Operação Botsuana’, e face à necessidade de vencer, Vasiljevic optou por três guarda-redes, oito defesas, quatro médios e sete avançados, o que, à partida, dá a garantia de uma equipa a jogar ao ataque, para precaver uma vitória do Burkina Faso em Nouakchott.

Antes de deixarem Luanda, já no aeroporto, o ambiente entre dirigentes, selecionador e jogadores era descontraído, com manifestações e confiança na vitória em Gaborone.

Djalma Campos, o ‘capitão’ dos ‘Palancas Negras’, mostrou-se confiante no apuramento – “está praticamente garantido” -, enquanto o avançado Freddy reiterou o objetivo único de vencer e “dar uma alegria” ao povo angolano.

“Estamos proibidos pensar no empate, pois tal resultado, de certo modo, pode inibir-nos. Vamos confiantes, pensando unicamente na vitória, para brindar o nosso povo, que bem merece, e honrar o país depois de várias edições sem participar” na CAN, que se disputa em junho e julho próximos no Egito.

Angola já participou na CAN em 1996 (África do Sul), 1998 (Burkina Faso), 2006 (Egito), 2008 (Gana), 2010 (Angola), 2012 (Gabão e Guiné Equatorial) e 2013 (África do Sul), tendo falhado as duas últimas edições, a de 2015 (Guiné Equatorial) e de 2017 (Gabão).

Confira aqui tudo sobre a competição.

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