Boavista: Petit reforça confiança nos jogadores apesar da ausência de vitórias em outubro
O Boavista necessita de “continuar a saber reagir” às adversidades enfrentadas em outubro para regressar às vitórias na I Liga frente ao Rio Ave, no domingo, em encontro da 12.ª jornada, observou hoje o treinador Petit.
“Não foi um mês de outubro dentro daquilo que queríamos, mas são ciclos que todos os clubes atravessam. Estivemos mais perto de vencer em um ou outro jogo, mas deu para analisar o que não fizemos tão bem e reforçar o que fizemos bem. Este campeonato é competitivo e vai ser exigente e diferente do habitual. Começámos bem, mas não éramos os melhores, nem agora somos os piores”, frisou o técnico, em conferência de imprensa.
Depois de ter chegado à paragem do campeonato para os jogos das seleções nacionais com cinco vitórias nas sete primeiras jornadas, o clube do Bessa averbou dois empates em casa e três derrotas fora, sendo afastado da terceira ronda da Taça de Portugal, ao perder na visita ao Machico (0-1), do Campeonato de Portugal, quarto escalão nacional.
“Temos de continuar a trabalhar e de saber reagir. O Rio Ave vem de uma partida menos positiva fora, mas tem sido forte na sua casa e apresenta uma equipa de qualidade, com jogadores interessantes e processos bem definidos. Esperamos um jogo difícil, mas há que olhar para aquilo que queremos e devemos fazer e dar uma boa resposta”, apontou.
Petit deseja resgatar uma sensação vivida pela última vez em 17 de setembro, quando o Boavista bateu em casa o Sporting (2-1), na sétima jornada, após ter optado na semana passada pelo ‘4-3-3’ em vez do ‘3-4-3’ no empate caseiro com o Vizela (2-2), em que o gambiano Yusupha igualou de penálti, mas falhou a reviravolta da marca dos 11 metros.
“Foi o primeiro jogo em que entrámos em ‘4-3-3’, mas trabalhámos muito este processo nesses dois sistemas de jogo ao longo destes meses. Quanto aos penáltis, trabalhamos todos os dias com os atletas. Eu já falhei um penálti num campeonato do mundo e sei o quanto é difícil, mas optamos sempre por quem nos der melhores condições”, sustentou.
As ‘panteras’ “tiraram algumas ilações boas” do jogo anterior, numa tarde em que foram “animicamente abaixo” com a reviravolta consumada pelo Vizela na primeira parte, que incitou a reconversão tática para ‘4-4-2’ e um “sinal de maior agressividade” ao intervalo.
“Se um jogador for menos intenso, pode contagiar. Temos de estar concentrados entre o primeiro e o último minuto. Sei que é difícil, pois também andei lá dentro, mas temos de ser ambiciosos e exigentes connosco próprios. Lidar com o plantel é como tratar um filho. Damos uma ‘dura’ e, passados alguns dias, o sangue já começa a ferver, queremos ir ter com ele e fazer ver onde é que não esteve bem. Temos de tratá-los de formas diferentes. Por vezes, damos uma ‘dura’. Já em outras ocasiões, fazemos um elogio”, exemplificou.
Ricardo Mangas pode reintegrar as opções de Petit, após ter cumprido suspensão diante do Vizela, num duelo em que Martim Tavares sofreu uma lesão ligamentar do tornozelo direito e passou a surgir no boletim clínico do Boavista, devendo estar ausente até 2023.
“Temos um plantel mais competitivo em termos de posições. Nesta altura, alguns atletas estão em melhor forma e outros menos bem, mas tentamos sempre equilibrar e ver para cada partida quem que nos pode dar estrategicamente as melhores soluções”, terminou.
O Boavista, oitavo classificado, com 17 pontos, vai defrontar o Rio Ave, 13.º, com 12, no domingo, a partir das 15:30, no Estádio do Rio Ave FC, em Vila do Conde, num confronto da 12.ª jornada do campeonato, com arbitragem de Rui Costa, da associação do Porto.


