Crónica: Sub-21 de Portugal muito superiores à Holanda, mas empatam
A seleção portuguesa de sub-21 empatou hoje a um golo frente à Holanda, mas revelou clara superioridade coletiva e individual e um ‘banco’ à altura dos titulares, em jogo de preparação para o Euro2017 de futebol.
O selecionador luso apostou num onze inicial com evidente propensão ofensiva, com três unidades sem posição fixa na frente, Iúri Medeiros, Gonçalo Guedes e Diogo Jota, sem comprometer o equilíbrio da equipa graças à qualidade técnica dos médios Ruben Neves, João Carvalho e Bruno Fernandes.
A pressão alta que a equipa portuguesa exercer desde o primeiro minuto, sobretudo por parte dos três homens da frente, criou grandes dificuldades iniciais à Holanda, cujos defesas, em particular os centrais, são ‘duros de rins’, na primeira fase de construção de jogo.
Com exceção de um curto período entre os 15 e os 25 minutos, em que a seleção ‘laranja’ conseguiu equilibrar a partida, Portugal deteve sempre a iniciativa atacante e o comando do jogo, graças ao entrosamento entre os seus jogadores e à dinâmica imposta pela equipa nas transições ofensivas.
De tal modo, que a Holanda raramente conseguiu chegar área portuguesa em ataque organizado, fê-lo quase sempre em lances de contra-ataque, a aproveitar as poucas recuperações de bola que lograva em zonas mais adiantadas do terreno.
De resto, a defesa holandesa recorreu muitas vezes à falta para travar a versatilidade do trio atacante português, ao qual só faltou maior discernimento no último passe, beneficiando da complacência do árbitro em termos disciplinares.
Numa delas, aos 31 minutos, Iúri Medeiros colocou Portugal em vantagem, na execução perfeita de um livre com o pé esquerdo, mas a Holanda, contra a corrente de jogo, restabeleceu o empate cinco minutos depois, por Zivkovic, na marcação de um penálti a castigar uma falta de Edgar Ié.
Na segunda parte, Rui Jorge procedeu a seis alterações, com as entradas de Podence, Bruma, Carlos Mané, Simão, Ricardo Horta e o guarda-redes Rui Silva, mas nem por isso a equipa quebrou singificativamente em termos de dinâmica coletiva, o que é demonstrativo da qualidade do ‘banco’ e das soluções à mercê do selecionador.
Com exceção de um período a meio da segunda parte, em que Portugal perdeu alguma coesão e fluidez de jogo, manteve sempre o comando do jogo, perante uma Holanda que, nos últimos 20 minutos, foi literalmente ‘encostada às cordas’ e só saiu com o empate porque faltou instinto matador aos avançados portugueses nas várias ocasiões de golo que criaram.


