Governo argentino trava greve convocada por sindicato de árbitros
O Ministério do Trabalho argentino decretou na terça-feira uma conciliação obrigatória para travar a greve convocada pelo Sindicato dos Árbitros Desportivos da República Argentina (SADRA) para o próximo fim de semana, em todos os campeonatos de futebol.
A SADRA tinha convocado a greve após agressões a uma equipa de arbitragem num jogo dos escalões secundários e exigia garantias de um melhor sistema de segurança para os juízes, que, segundo o sindicato, têm sido alvo de constantes agressões.
Confrontado com a decisão do ministério, o presidente da SADRA, Guillermo Marconi, deixou entender que o sindicato “podia desobedecer à conciliação obrigatória se as propostas para o reforço da segurança nos estádios não forem satisfatórias”, mas acabou por reconhecer que “não há nenhuma maneira de a evitar”.
“Não há nenhuma maneira de evitar a conciliação obrigatória, mas o lado positivo é que a AFA [Federação Argentina de Futebol] se comprometeu a alterar o protocolo de segurança”, explicou Marconi.
Esta conciliação obrigatória, que exige um entendimento entre todas as partes, termina a 29 de dezembro, esperando-se que, até essa altura, seja assinado um novo protocolo de segurança.
No sábado, num jogo entre o Sarmiento de Ayacucho e o Sansinena de General Cerri, das meias-finais do campeonato Federal B (quarto escalão), a equipa de arbitragem, liderada por Claudio Elichiri, foi agredida por adeptos e jogadores do Sarmiento, que reclamavam uma grande penalidade não assinalada.
Logo depois de os jogadores terem rodeado o árbitro, os adeptos do Sarmiento invadiram o campo, sem qualquer intervenção das forças de segurança destacadas para o jogo.
A greve comprometia também o ‘super clássico’ do próximo domingo entre River Plate e Boca Juniors, já que para este jogo foi nomeado um árbitro filiado na SADRA, Diego Abal.


