Prémios FIFA: Novo duelo Ronaldo-Messi com favoritismo do português
Cristiano Ronaldo aparece na segunda-feira como favorito a vencer o prémio FIFA para Melhor Jogador do Ano, depois de ter conquistado em 2016 a Liga dos Campeões, com Real Madrid, e o Europeu, com Portugal.
É esperado que o avançado luso, que completa 32 anos de idade em fevereiro, seja chamado ao palco, na cerimónia que vai decorrer em Zurique, na Suíça, para levantar pela quarta vez o troféu, repetindo os feitos de 2008, 2013 e 2014, estes dois últimos unificados com a Bola de Ouro da France Football.
No ano passado, Ronaldo voltou a vencer a ‘Champions’ com o Real Madrid, mas sobretudo capitaneou Portugal na vitória no Euro2016, que decorreu em França, naquele que foi o primeiro título de sempre da seleção lusa. O avançado também conquistou o Mundial de clubes, mas nessa altura a votação para o troféu já estava encerrada.
Como habitual, pelo sexto ano seguido, o argentino Lionel Messi (FC Barcelona), vencedor em 2009, 2010, 2011, 2012 e 2015) volta a ser o principal rival de Ronaldo, enquanto o francês Antoine Griezmann (Atlético Madrid) aparece pela primeira vez no ‘top 3’, num grupo composto apenas por jogadores que atuam no campeonato espanhol.
No primeiro ‘round’, no final do ano, Ronaldo não deu hipóteses e arrecadou a Bola de Ouro com o dobro dos votos de Messi, ficando Griezmann na terceira posição. O prestigiado troféu da France Football já está no museu de ‘CR7’ na Madeira e é quase certo que daqui a uns dias terá a companhia do prémio FIFA.
A nível individual, Ronaldo tornou-se o primeiro jogador da história a marcar mais de 50 golos em seis épocas consecutivas e fez o seu primeiro ‘póquer’ com a camisola da seleção portuguesa em outubro, perante Andorra (6-0).
Antes, no Euro2016, o jogador de 31 anos brilhou, sobretudo, nas meias-finais, quando saltou muito alto e cabeceou para o primeiro golo frente ao País de Gales (2-0), ‘empurrando’ a equipa das ‘quinas’ para final. No último jogo da fase de grupos, um ‘bis’ face à Hungria foi também determinante na campanha lusa.
Em Paris, Ronaldo foi infeliz na final, ao lesionar-se prematuramente no embate com a França, após uma carga dura de Payet, que obrigou à sua substituição ainda durante primeira parte.
Pelo Real Madrid, destaca-se o ‘hat-trick’ marcado ao Wolfsburgo, que permitiu aos ‘merengues’ atingir as meias-finais da Liga dos Campeões, depois do desaire por 2-0 na Alemanha, e a grande penalidade decisiva na final frente ao Atlético Madrid (5-3 nos penaltis, depois do 1-1).
Quanto a Messi, o argentino voltou a ser ‘feliz’ no FC Barcelona, tendo conquistado o campeonato espanhol, o oitavo do seu currículo, e a Taça do Rei (quarta), mas foi novamente vítima da ‘maldição’ da seleção argentina.
O avançado de 29 anos somou a quarta final perdida com a sua seleção, terceira consecutiva, e continua sem vencer qualquer título com a ‘albiceleste’. Para trás ficam três edições da Copa América e um Campeonato do Mundo.
Depois da derrota com o Chile no jogo decisivo da Copa América, novamente no desempate por grandes penalidades, tal como tinha acontecido em 2015, Messi anunciou que ia abandonar a seleção, mas acabou por voltar atrás na sua decisão.
Por seu lado, Griezmann, o mais novo dos três finalistas, com 25 anos, viveu a melhor temporada da carreira e só não foi memorável, porque Cristiano Ronaldo não deixou.
Com o Atlético Madrid, o avançado francês perdeu a final da ‘Champions’, com Ronaldo do outro lado, e esteve numa das maiores desilusões da história do futebol francês quando os ‘bleus’ foram derrotados por Portugal no decisivo jogo do Euro2016.
Os votos para o prémio FIFA para Melhor Jogador do Ano foram efetuados por representantes dos media, selecionadores nacionais, capitães das seleções e adeptos. Os quatro têm um peso igual no resultado final (25% cada).
Já é sabido que o argentino Sergio Aguero (Manchester City) foi o quarto mais votado, seguido do galês Gareth Bale (Real Madrid), quinto.


