Liga Zon Sagres: «A luta será a quatro» para conquista do título nacional
O treinador do FC Porto insistiu hoje na maior competitividade do atual campeonato, juntando ao Benfica o Sporting de Braga e o Sporting no lote de adversários diretos no objetivo comum da conquista do título nacional de futebol.
dois dias da visita ao Feirense, para a quinta jornada, Vítor Pereira considerou, em conferência de imprensa, realizada no Olival, que “a luta será a quatro”.
“O Sporting revelou uma subida de forma no passado confronto europeu. Tenho a certeza de que vai lutar pelo primeiro lugar, mas fez muitas contratações e precisa de algum tempo até estabilizar”, afirmou.
Dos “encarnados” e do “emergente” clube minhoto, também realça os dois últimos jogos nas competições europeias: “O Benfica mostrou bons comportamentos e qualidade de jogo, tal como o Sporting de Braga, que também vai ter uma palavra a dizer”.
O treinador portista está convicto de que “esta época não será igual à anterior” e que o campeonato será “mais competitivo”, mas isso não será problema: “Não temos qualquer receio em competir até ao último jogo”.
“Não se esperem goleadas ao Feirense com meia hora de jogo. As equipas estudam-nos e preparam-se melhor”, disse Vítor Pereira relativamente ao adversário de domingo (18:15, no Estádio Municipal de Aveiro), admitindo: “Espero um conjunto de dificuldades que teremos de saber ultrapassar”.
“É um adversário complicado, que tem feito bom campeonato, apesar de recém promovido e, mesmo não jogando em casa, é uma equipa bem organizada, que vai explorar ataques rápidos”, disse.
Questionado sobre eventual gestão dos jogadores, tendo em conta os desafios com o Benfica (23 setembro) e Zenit (28), Vítor Pereira respondeu: “Num clube com este nível, fazem-se sempre planos para os jogos que se seguem e temos em conta fatores de gestão emocional, física e motivacional”.
“Tenho um conceito de jogo coletivo e depois é natural que acabem por emergir jogadores, neste ou naquele momento, como James e Hulk, que se evidenciam em momentos, levando a pensar que o FC Porto está dependente de A, B ou C”, disse o técnico.
A propósito de James Rodriguez, o técnico “azul e branco” elogiou as qualidades do jovem colombiano: “Quando, como é o seu caso, se junta talento e vontade de trabalhar, surgem jogadores cujo futuro nem eu consigo perspetivar”.
“Mas, tenho a certeza de que será – já o é, de alguma forma – um jogador de grande nível mundial”, considerou o técnico.
Sobre o arrependimento do médio Fernando, declarado pelo próprio, por ter forçado a saída dos “dragões”, Vítor Pereira foi sintomático: “É um grande profissional, um jogador que dá tudo pelo coletivo e que, perante um mercado agressivo, com propostas e notícias, viu a sua estrutura emocional abalada”.
“Temos Fernando para uma grande época e, na sua humildade, soube reconhecer que teve um período um pouco instável”, disse o treinador.
Um “regresso” que levou a tónica do encontro de hoje para o setor que Fernando ocupa, posição à qual Vítor Pereira quer atribuir outro conceito: “O FC Porto caminha para que o seu tradicional médio defensivo seja cada vez mais um pivot”.
“Quero usar três médios de grande dinâmica, independentemente dos que ocuparem a tradicional posição ‘6’, que pretendo que seja a de um pivot que promova grande circulação e entre no processo ofensivo”, finalizou.


