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Câmara do Porto vai discutir criação de fundo de apoio ao associativismo

A Câmara do Porto vai propor a criação do programa “Fundo Municipal de Apoio ao Associativismo Popular”, no montante de 400 mil euros, para aprofundar modelos de apoio a associações locais e contribuir para a sua atividade e renovação.

Câmara do Porto vai discutir criação de fundo de apoio ao associativismo
Câmara do Porto vai discutir criação de fundo de apoio ao associativismo

Na proposta, que vai ser votada na reunião do executivo camarário de terça-feira, e a que a Lusa teve hoje acesso, o presidente da autarquia, o independente Rui Moreira, lembra que esta foi apresentada, no âmbito da discussão e aprovação do orçamento para 2019, pela CDU, “que propôs que fosse criado um Fundo Municipal para apoio a este tipo de coletividade popular, cuja especificidade nem sempre se enquadra nos programas já existentes”.

É disto exemplo “o apoio já concedido à inscrição de atletas, através da Porto Lazer, que em 2018 abrangeu 5.252 de atletas dos escalões de formação e uma comparticipação na ordem dos 52.800 euros”, lê-se no documento.

No texto, o autarca independente afirma que a proposta apresentada pela CDU “pareceu oportuna ao executivo e foi aprovada como parte integrante do plano para 2019”, pelo vem agora propor-se a sua aprovação.

No documento propõe ainda afetar ao programa “Fundo Municipal de Apoio ao Associativismo Popular”, no ano de 2019, o montante de 400 mil aeuros.

O autarca explica que “tem sido política municipal recusar modelos de subsidiação pura, optando-se por apoiar o tecido social e cultural da cidade através de programas específicos que apoiem mais diretamente a atividade, a criação de conteúdos ou de serviços que correspondam ao interesse público”, lembrando que existe no município “um significado número de associações, coletividades e clubes que desenvolvem um importante trabalho comunitário”.

Com a criação do programa “Fundo Municipal de Apoio ao Associativismo Popular”, a Câmara Municipal do Porto pretende assim aprofundar modelos de apoio ao associativismo da cidade e contribuir para a sua atividade e renovação.

Na reunião de terça-feira, o executivo discute ainda cedência temporária do Campo de Futebol Ruy Navega ao Clube Desportivo de Portugal, mediante o pagamento mensal de uma verba que ascende a 50 euros.

Na proposta, a vereadora do Pelouro da Juventude e Desporto, Recursos Humanos e Serviços Jurídicos, Catarina Araújo, lembra que “o terreno onde se situa o ‘Campo de Futebol Ruy Navega’ vai ser ocupado com a construção do Terminal Intermodal de Campanhã, pelo que o Clube Desportivo de Portugal terá necessariamente de abandonar esse local”.

Contudo, e apesar de o município do Porto ter assumido com o Ministério da Saúde a construção do novo Centro de Saúde de Ramalde, tendo como contrapartida um terreno sito na Rua de Justino Teixeira, Campanhã, para ali ser construído um complexo desportivo no qual jogaria o Clube Desportivo de Portugal, “o Estado não deu, até à presente data, cumprimento às obrigações, não tendo sido ainda concretizada a transferência da propriedade do terreno”.

Tal atraso, lê-se na proposta, “impede o município do Porto de possuir uma alternativa definitiva para que o Clube Desportivo de Portugal” pelo que, nesta fase transitória, o Clube Desportivo de Portugal continuará a utilizar o ‘Campo de Futebol Ruy Navega’, sendo apenas cobrado “um valor simbólico”.

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