Moreirense ‘copia’ Estoril-Praia e despede segundo treinador da temporada
A equipa de Moreira de Cónegos tornou-se hoje o segundo emblema da I Liga de futebol a despedir dois técnico no decorrer da temporada 2016/17, ao trocar Augusto Inácio, que conduziu o clube à histórica vitória na Taça da Liga, por Petit.
Duas semanas depois de o Estoril-Praia despedir o espanhol Pedro Gómez Carmona – que havia substituído Fabiano Soares e orientou os ‘canarinhos’ das 14.ª à 24.ª jornadas – e eleger Pedro Emanuel, o clube de Moreira de Cónegos também procede à segunda mudança no comando técnico.
Após três vitórias, quatro empates e oito derrotas (16-23 em golos), em 15 jogos (12.ª à 26.ª rondas), Inácio abandona o Moreirense, que havia começado a época com Pepa (até à 10.ª) e teve ainda Leandro Mendes como interino (11.ª).
Inácio recebeu a equipa no 18.º e último lugar e deixa-a no 16.º e antepenúltimo, quatro pontos à frente de Tondela e Nacional, sendo que, pelo meio, logrou o maior feito da história do Moreirense, com a vitória da Taça da Liga.
No Algarve, os ‘cónegos’, que haviam afastado o FC Porto na fase de grupos, venceram o troféu ao baterem o Benfica (3-1), nas meias-finais, e o Sporting de Braga (1-0), na final, mas, depois disso, já vão em oito jogos do campeonato sem vencer (quatro empates e quatro derrotas).
Para substituir Augusto Inácio, a escolha recaiu em Petit, que começou a época no Tondela, mas foi substituído à 16.ª jornada, depois de na temporada passada ter conseguido salvar a equipa viseense, após notável recuperação.
Além das mudanças no Estoril-Praia e Moreirense, a segunda volta também já ficou marcada pela alteração no comando do Arouca, mas não por maus resultados: Lito Vidigal recebeu um convite do Maccabi Telavive e rumou a Israel, sendo substituído após a 21.ª ronda por Manuel Machado.
O novo técnico dos arouquenses, que havia sido despedido pelo Nacional após 15 rondas, recebeu a equipa no 10.º lugar e ainda não conseguiu pontuar, somando por desaires os cinco jogos ao comando do clube do distrito de Aveiro.
Na primeira volta, foram 12 os clubes que mudaram de treinador, sendo que, além de Lito Vidigal, apenas Jorge Simão deixou um clube sem ser alvo de uma ‘chicotada psicológica’, já que saiu do Desportivo de Chaves por ter sido convidado pelo Sporting de Braga para substituir José Peseiro.
A mudança, à 13.ª ronda, promoveu também a chegada de Ricardo Soares ao comando dos flavienses.
Os primeiros a ‘chicotear’ treinadores foram o Marítimo, que trocou Paulo César Gusmão por Daniel Ramos, após a quinta ronda, e o Belenenses (Júlio Velázques por Quim Machado) e o Boavista (Erwin Sánchez por Miguel Leal), ambos à sétima.
Seguiu-se, à 10.ª jornada, a ‘queda’, no Rio Ave, de Nuno Capucho, que deu a vez a Luís Castro, contratado ao FC Porto B, e a primeira mudança no Moreirense, a troca de Pepa por Inácio, e, à 11.ª, a substituição de Carlos Pinto por Vasco Seabra no Paços de Ferreira.
À 13.ª jornada registou-se o recorde de três mudanças, duas provocadas pela troca de Jorge Simão e outra pela primeira mudança no Estoril-Praia, com Pedro Gómez Carmona a entrar para o lugar de Fabiano Soares.
O clube seguinte a mudar foi o Feirense, que despediu José Mota, após 14 rondas, e apostou em Nuno Manta Santos, primeiro como treinador interino (dois jogos) e depois a título definitivo.
Nas duas jornadas seguintes, mais dois clubes mudaram, com Manuel Machado a deixar o Nacional, que comandava desde 2012, nas ‘mãos’ de Predrag Jokanovic, após a 15.ª, e Petit, o ‘herói’ da manutenção de 2015/16, a ceder o lugar a Pepa no Tondela, depois da 16.ª.
Entre os 18 clubes participantes na edição 2016/17 da I Liga portuguesa de futebol, e após 26 jornadas, apenas Benfica (Rui Vitória), FC Porto (Nuno Espírito Santo), Sporting (Jorge Jesus), Vitória de Guimarães (Pedro Martins) e Vitória de Setúbal (José Couceiro) não mudaram de treinador.
Por seu lado, Estoril-Praia e Moreirense já somam duas mudanças, enquanto os restantes 11 clubes trocaram uma vez, num total de 15 (excluindo interinos), quando faltam ainda oito jornadas para o final da competição.


