Rúben Amorim: «Ainda estamos longe dos outros rivais, mas estamos a caminhar para lá»
Declarações de Rúben Amorim, treinador do Sporting, após o jogo da sexta jornada da I Liga que terminou com a vitória dos ‘leões’, por 4-0.
“Obviamente que tudo é melhor com vitórias e a equipa está mais confiante. Ainda estamos longe dos outros rivais, mas estamos a caminhar para lá, é o nosso projeto e os resultados vão ditar o que as pessoas dirão dele.
A saída do Gonçalo Inácio foi gestão, estava cansado nos processos e temos de proteger os nossos jogadores, o Neto apresentou uma pancada no joelho, mas não vou estar a alongar-me sobre isso pois vai fazer exames. O Esgaio pode fazer a posição, ou o Inácio trocar de lado.
Achei a equipa cansada, souberam disfarçar bem isso. Tenho a certeza de que se o 0-0 durasse mais algum tempo nos iríamos cansar ainda mais. Fizemos a gestão de acordo com o que jogadores nos disseram durante a semana e vamos continuar a fazê-lo. É uma boa exibição, mas já fizemos outras assim consistentes este ano.
[Trincão] Acho que ainda lhe faltam algumas coisas, mal seria se não as tivesse. Está mais habituado à equipa e aos colegas e também nos esquecemos um pouco da vida dele, agora já tem casa e tem a vida organizada, tem a confiança do treinador que gosta muito dele, mas também tem de evoluir, senão vai para o banco porque a exigência é grande.
[Risco de lesão e alguém poder falhar o Mundial2022] Os jogadores não pensam tanto nisso, quando eu jogava não pensava nisso, claro que pode acontecer. No Sporting não há ninguém que seja titularíssimo na seleção e isso ajuda. Se eles facilitarem um pouco, não têm hipótese de entrar nos 26, quanto mais de jogarem pela seleção e eles sabem-no.
Gerir a equipa é fácil, eles não andam as cabeçadas uns aos outros nos treinos, tenho de gerir quem estiver melhor. Os adeptos percebem cada momento e o momento dos jogadores, o Paulinho entrou bem, livre e vamos ajudá-lo a ser melhor. A gestão será feita de acordo com o que pede o jogo. O que não pode faltar é entrega, correr para trás e para a frente é o essencial, há uma ideia geral e depois isso é o que é exigido aqui ao máximo.
O Sotiris é um jogador muito agressivo, carrega bem a bola mas ainda lhe faltam alguns movimentos da equipa, o que é normal. Todas as características que vimos nele estão lá”.


