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O treinador da equipa de futebol do Sporting, Domingos Paciência, assumiu hoje a impossibilidade de os “leões” perderem pontos frente à Académica para manter a distância para os “rivais”, apesar de elogiar o seu próximo adversário.

Sporting: «Não podemos perder pontos», Domingos Paciência
Sporting: «Não podemos perder pontos», Domingos Paciência

”É um jogo complicado pelo adversário que está numa fase boa e bem classificado, o que lhe permite abordar jogo com motivação e sem tanta pressão. É o último jogo do ano para a Liga e para mantermos diferença pontual para os nossos adversários, não podemos perder pontos”, disse o técnico, em conferência de imprensa.

Domingos Paciência espera encontrar um adversário perto daquele que bateu o FC Porto por 3-0, afastando os “dragões” da Taça de Portugal na quarta eliminatória, e motivado pela boa época que está a fazer.

”Espero encontrar a Académica mais próxima daquela que eliminou o FC Porto. A jogar em casa vai ser uma Académica com objetivo de ganhar e a jogar no campo todo, com uma estratégia mais ofensiva, por estar a atravessar um bom momento”, frisou.

O técnico quer que o Sporting coloque em campo a sua identidade, abordando o jogo com a consciência de que é preciso vencer.

Sobre o desempenho do avançado Bojinov, o técnico referiu que cada vez tem mais confiança no internacional búlgaro, lamentando ainda a longa ausência do defesa Alberto Rodriguez devido a lesão.

”O Rodriguez é uma situação que me deixa triste. O Alberto tem feito um sacrifício enorme para voltar, mas a lesão tem o atormentado e não tem facilitado o seu regresso ao treino. É uma lesão chata, um traumatismo no joelho, e tem que se dar tempo, mas não se pode pôr em causa o seu profissionalismo”, sublinhou.

Em relação à reabertura do mercado de transferências, Domingos Paciência voltou a lembrar a saída de três jogadores do plantel – Hélder Postiga, Yannick Djaló e Luís Aguiar – referindo que já fez saber aos responsáveis quais as necessidades da equipa.

”Já fiz ver as prioridades para colmatar saídas e equilibrar a equipa, mas não depende só de mim, pois o aspeto que fala mais alto é sempre o financeiro”, rematou.

O técnico não fechou a porta a que o reforço do plantel seja feito com o regresso de jogadores que estejam atualmente emprestados.

”Podemos continuar nessa linha de ir buscar jogadores fora, como podemos optar por fazer regressar jogadores do clube ou até ir buscar jogadores ao nosso campeonato. Para podermos lutar pelos nossos objetivos, temos de tomar a melhor decisão”, explicou, acrescentando que espera que não saia nenhum jogador do plantel.

A terminar, o técnico comentou também o sorteio dos 16 avos da Liga Europa, que ditou o embate frente ao Legia Varsóvia, a 16 de fevereiro de 2002, na Polónia, e, sete dias depois, em Alvalade.

”Dizem que o Sporting foi o mais felizardo no sorteio, mas custa-me a acreditar. Um jogo pode mudar a opinião de todos, pois só em teoria não se ganha jogos. Temos de respeitar uma equipa com 10 internacionais, que está em segundo e que fez uma boa campanha na fase de grupos”, concluiu.

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