Euro 2012: Espanha 4-0 Rep. Irlanda (comentário)
A Espanha goleou hoje a República da Irlanda por 4-0, num encontro da segunda jornada do Grupo C do Euro2012 em futebol que teve sentido único e foi completamente dominado pelos atuais campeões europeus e mundiais.
Os espanhóis assumiram desde o apito inicial do árbitro português Pedro Proença o controlo da partida, através de uma posse e circulação de bola massiva, perante a qual os irlandeses, que jogaram sempre com as linhas recuadas, se mostraram impotentes para contrariar.
Para complicar a tarefa dos irlandeses, a Espanha chegou ao golo muito cedo, logo aos quatro minutos, através de Fernando Torres, que acabou por ser a única alteração introduzida no “onze” de Vicente Del Bosque, relativamente ao jogo inaugural com a Itália, o que implicou a saída de Cesc Fàbregas.
O golo prematuro de Torres fez antever, desde logo, uma goleada, mas a verdade é que a Espanha não voltaria a marcar até ao intervalo, muito por culpa do bloco muito baixo dos irlandeses, do seu reconhecido espírito guerreiro e de alguma falta de eficácia espanhola na finalização da media dúzia de oportunidades criadas na primeira parte.
Seja como for, a Espanha manteve sempre o controlo total do jogo e nunca permitiu aos irlandeses qualquer veleidade numa eventual rápida transição ofensiva, mercê do “pressing” que os médios espanhóis exerciam assim que perdiam a posse de bola.
Em consequência, a Espanha não só recuperava rapidamente a posse de bola, até em função das limitações técnicas de vários jogadores irlandeses, pese embora toda a sua abnegação e espírito de luta, como, também, mantinha o “cerco” ao “castelo” irlandês, tentando descortinar brechas por onde chegar à baliza de Given.
Na segunda parte, a Espanha entrou decidida a “matar o jogo” o mais rapidamente possível e, aos 49 minutos, David Silva fez o segundo golo com um remate colocado, na recarga a uma defesa de Given, a parar um remate de Iniesta.
O cariz da partida não se alterou até final, embora a Espanha tenha imprimido um ritmo mais intenso, que lhe valeu mais dois golos, o terceiro aos 70 minutos, por Fernando Torres, desmarcado por David Silva, e o quarto aos 80, por Fàbregas, que entrara oito minutos antes para o lugar do ponta de lança do Chelsea.
Pelo meio, a República da Irlanda obrigou Casillas a uma boa defesa, aos 74 minutos, na sequência de um remate de Robbie Keane, naquela que foi, praticamente, a sua única intervenção com algum grau de dificuldade.


