Supertaça: Dois treinadores com destinos cruzados e estreias de sucesso
Os treinadores Vítor Pereira (FC Porto) e Pedro Emanuel (Académica) desempatarão no sábado, na Supertaça de futebol, um “campeonato privado”, em que ambos somam uma vitória e um empate nos três embates entre si.
O técnico portista, que tentará revalidar, no Estádio Municipal de Aveiro (17:00), o mesmo título conquistado no início da temporada anterior, viu a sua equipa ganhar (sétima jornada da Liga) e perder (quarta eliminatória da Taça) por 3-0 frente aos “estudantes”.
Como o vice-versa se aplica a Pedro Emanuel, nenhum ganhou vantagem entre si no terceiro jogo em que se confrontaram, isto é, no empate a um golo registado no Dragão, à 22.ª jornada, na altura com os “dragões” já embalados para o título nacional.
Por isso, além da disputa do troféu que homenageia Cândido de Oliveira, será desfeito o “empate” entre os dois, ambos estreantes como treinadores “de primeira”, saídos do mesmo banco na época imediatamente anterior, onde eram colegas e adjuntos de André Vilas-Boas, no FC Porto.
Em termos de currículo, Vítor Pereira leva alguma vantagem sobre Pedro Emanuel, contando já com uma Supertaça e um campeonato nacional, enquanto o antigo central se apresenta ostentando a faixa de vencedor da Taça de Portugal.
Mas, ao contrário do técnico portista, que já experimenta a sensação dos “bancos” desde 1999/00 (como adjunto no Arrifanense), Pedro Emanuel tem uma carreira mais curta, precisamente 10 anos menos, tendo começado em 2009/10, precisamente como adjunto nos juniores do FC Porto.
Vítor Pereira começou por experimentar o papel principal na II Divisão B, treinando a Sanjoanense (2004/05) e o Espinho (2005/06 e 2006/07), regressando aos escalões de formação do FC Porto na temporada seguinte, mas daí rumando à Liga de Honra, para dirigir o Santa Clara (2008/09 e 2009/10).
É em 2010/11 que os dois caminhos se cruzam, quando Pedro Emanuel “sobe” dos juniores portistas a adjunto do atual treinador do Tottenham, e a direção portista “recupera” Vítor Pereira para os seus quadros, também para coadjuvar Vilas-Boas.
Nessa época, e com papéis similares, conquistaram a Liga Europa, o campeonato português, a Taça de Portugal e a Supertaça.
Após o defeso que se seguiu, um rumou a Coimbra, levando a Académica à conquista da segunda Taça do seu historial (a primeira foi em 1938/39), e o outro assumiu a “herança” de Vilas-Boas, sobrevivendo ao seu peso e ganhando o 26.º título nacional para os “dragões”.


