Liga Zon Sagres: Sporting empata com Rio Ave e falha assalto à liderança
O Sporting perdeu hoje a possibilidade de se isolar provisoriamente na liderança da I Liga portuguesa de futebol, ao empatar 1-1 na receção ao Rio Ave, em encontro da quinta jornada.
Depois de nas duas rondas anteriores terem inaugurado o marcado com golos irregulares de Freddy Montero, os “leões” podem-se lamentar, desta vez, de uma mão na bola de Marcelo não assinalada, aos 75 minutos, depois de um remate de Adrien.
Apesar deste lance, o Sporting não justificou a vitória ao longo dos 90 minutos, durante os quais o Rio Ave voltou a ser a ”besta negra” dos “leões”, que haviam derrotado nos três jogos realizados na época passada.
O treinador do Rio Ave, Nuno Espírito Santo, teve grande mérito na forma como ”travou” a equipa do Sporting, e os seus jogadores pela forma como interpretaram a estratégia do seu treinador.
O Rio Ave dispôs-se num 4x4x1x1, com duas linhas defensivas que formaram um autêntico ”muro de betão” onde esbarraram todas as iniciativas atacantes do Sporting, cujas fragilidades emergiram face a um adversário que teve o mérito de as fazer realçar.
O treinador do Rio Ave apostou na neutralização do médio mais criativo dos leões, André Martins, implacavelmente marcado por Wakaso, e no jogo dos corredores, bloqueando as subidas dos dois laterais, em particular Jefferson, por Ukra, mas também Cedric por Braga no lado oposto.
Secada a fonte de criatividade do meio-campo leonino, e o seu jogo pelos corredores, o Rio Ave cortou as linhas de abastecimento ao trio atacante, Capel, Wilson Eduardo e Montero, a quem a bola raramente chegou, e quando chegava não era nas melhores condições. O Sporting teve dois pontapés de canto na primeira parte, o segundo já em período de compensações.
As transições ofensivas do Sporting ficaram sem profundidade, agravado ainda pelo facto de Adrien, que tinha a vigilância, mais à distância de Tarantini, ter falhado inúmeros passes, o que retirou ainda mais fluidez à dinâmica ofensiva.
Por outro lado, Nuno colocou Diego Lopes, que foi uma unidade vagabunda a jogar nas costas de Hassan, a marcar William Carvalho, quando o Rio Ave perdia a bola, acentuando a distância entre os médios leoninos.
Esse, de resto, foi um dos problemas do Sporting, ter sido incapaz de jogar com as linhas curtas, porque o bloco defensivo não subia e os espaços sobravam na linha média, além do facto de os três homens da frente terem recuado poucas vezes em busca da bola para mitigar esse problema.
Capel é um jogador que faz isso muito bem, e que cria desequilíbrios quando faz a rotação e parte em velocidade com a bola dominada para a baliza adversária, mas fê-lo muito poucas vezes e quando o fez não esteve inspirado, acabando por sair lesionado à beira do intervalo.
Não se pense que o Rio Ave se limitou a defender, pelo contrário, sempre que recuperava a bola saia em rápidas transições ofensivas que colocaram a defesa do Sporting inúmeras vezes sob pressão e em dificuldades.
O Sporting só chegou ao intervalo a vencer graças a uma falha do guarda-redes Salin, que fez duas asneiras no mesmo lance, ao sair da baliza quando não tinha de o fazer e ao não afastar a bola o suficiente e deixá-la ao alcance de Wilson Eduardo para este fazer o golo com a baliza deserta.
Soava a injusta a desvantagem no marcador para o Rio Ave ao intervalo e, no reinício, a equipa de Vila do Conde voltou a entrar em força, a empurrar o Sporting para a sua área. Aos 55 minutos, uma fífia de Eric Dier só não resultou no empate porque Hassan falhou incrivelmente a finalização na pequena área.
É então que Leonardo Jardim, aos 60 minutos, sentindo que a vitória estava em risco, decide assumir a defesa do resultado, ao sacrificar Wilson Eduardo por Rinaudo. A intenção era clara: tentar travar o caudal do Rio Ave, jogar mais na contenção e na posse de bola.
Mas, três minutos depois o Rio Ave fez o 1-1, que punha, finalmente, alguma justiça no marcador, aos 72 minutos, por Tarantini, na sequência de um livre, em que a defesa leonina foi, mais uma vez, apanhada desconcentrada.
O golo do Rio Ave teve o condão de soltar o “leão”. Os jogadores do Sporting libertaram-se das amarras, reagiram com espírito guerreiro, pressionaram no último terço do meio-campo adversário, mas não conseguir voltar à vantagem.
A equipa de Vila do Conde, com o pássaro na mão, não o deixou fugir. Nuno Espírito Santo só assumiu a defesa do ponto aos 82 minutos, quando trocou Diego Lopes por mais um central, Roderick.
Friday, 20 de September de 2013
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Monday, 23 de September de 2013
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