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A presença em duas finais valeram os dois títulos de campeão europeu que constam do historial do FC Porto na mais importante competição continental entre clubes de futebol, conquistados nas épocas 1986/87 e 2003/2004.

LC/Final: Duas finais, dois títulos para o FC Porto
LC/Final: Duas finais, dois títulos para o FC Porto

Em ambas as vezes, os “dragões” foram conduzidos à vitória por treinadores portugueses: Artur Jorge no primeiro e José Mourinho no segundo, batendo os alemães do Bayern de Munique e os franceses do AS Mónaco, por 2-1 e 3-0, respetivamente.

O título de 1987, ainda na denominada Taça dos Campeões Europeus, foi disputado no Estádio Prater, em Viena, na Áustria, e comprovou a estratégia de crescimento da direção de Pinto da Costa, eleita cinco anos antes.

Um final ganha com os golos do argelino Madjer e do brasileiro Juary (que entrou na segunda parte), entre os 78 e os 80 minutos, após o 1-0 marcado por Kogl (24).

Pelo caminho, ficaram os ex-soviéticos do Dínamo de Kiev (meias-finais), os dinamarqueses do Brondby (quartos de final), os checoslovacos do Viktovice (segunda eliminatória) e os malteses do Rabat Ajax (primeira eliminatória).

Na final, o FC Porto não teve uma das suas grandes estrelas, o ponta de lança Fernando Gomes, mas, no ataque, contou com uma linha ofensiva que hoje, 27 anos volvidos, ainda mexe com a memória de muito adepto do futebol de qualidade.

Sem Gomes, Artur Jorge jogou com o argelino Madjer e o então jovem internacional luso Paulo Futre, de cujo currículo constam passagens pelos três “grandes” de Portugal e por Atlético de Madrid, Reggiana, AC Milan e Marselha.

Uma dupla que teve o apoio de Juary após o intervalo (substituiu o médio Quim) e de um meio campo com Jaime Magalhães, André e António Sousa, à frente do quarteto defensivo constituído por João Pinto, Eduardo Luís, Celso e Inácio. Na baliza, esteve o polaco Mlynarczyk.

A outra final, já com a atual denominação Liga dos Campeões, foi conquistada há precisamente 10 temporadas (2003/04), na Arena AufSchalke, em Gelksenkirchen, na Alemanha, frente aos monegascos.

Os portistas chegaram à segunda final após deixarem para trás os espanhóis do Deportivo da Corunha (meias-finais), os franceses do Lyon (quartos de final) e os ingleses do Manchester United (oitavos). Na fase de grupos, ficaram atrás do Real Madrid, mas à frente de Marselha (FRA) e Partizan de Belgrado.

O segundo título de campeão funcionou como “coroa” de duas épocas douradas do historial portista, pois aconteceu logo a seguir à conquista da Taça UEFA, no ano anterior, também com José Mourinho nos comandos.

Em Gelsenkirchen, brilharam com golos o brasileiro Carlos Alberto (39 minutos), o luso-brasileiro Deco (71) e o russo Alenitchev (75, depois de substituir o marcador do primeiro tento).

O combinado “azul e branco” contou ainda Vítor Baía na baliza, Paulo Ferreira, Jorge Costa Ricardo Carvalho e Nuno Valente na defesa, Costinha, Pedro Mendes e Maniche no meio campo e Derlei na frente (substituído por McCarthy, aos 78).

Ao contrário da época do primeiro título europeu, em que ficou em segundo lugar, atrás do Benfica, a temporada 2003/04 terminou com o FC Porto a celebrar também a conquista do campeonato caseiro.

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