Rui Vitória regressa ao Benfica depois da ‘formação’ nos juniores
Rui Vitória, o sucessor do bicampeão Jorge Jesus como treinador do Benfica, regressa ao clube da Luz onde já treinou a equipa júnior, depois de quatro temporadas no Vitória de Guimarães a potenciar jovens futebolistas.
O percurso do agora técnico ‘encarnado’ está intimamente ligado ao clube minhoto, onde venceu a única Taça de Portugal da sua história, em 2013, numa final frente ao Benfica (2-1), e potenciou vários jovens da sua formação e de escalões secundários do futebol português.
Trata-se de um regresso ao clube da Luz, já que Rui Vitória treinou os juniores do Benfica ([link]/equipa/101/plantel/?edition=2004&modality=football&gender=male&step=sub_19[a]2004/05[/a] e [link]/equipa/101/plantel/?edition=2005&modality=football&gender=male&step=sub_19[a]2005/06[/a]), tendo perdido um título de campeão da categoria no último jogo para o Sporting de Paulo Bento.
Natural de Alverca do Ribatejo, Rui Carlos Pinho da Vitória, de 45 anos, iniciou a [link]/treinador/21/[a]carreira de treinador[/a] no Vilafranquense, na época seguinte a ter terminado a de [link]/jogador/49093/[a]jogador[/a], que andou sempre longe da ribalta e dos palcos principais, no Alcochetense.
Depois da equipa de Vila Franca de Xira, o técnico teve a referida experiência na formação ‘encarnada’, tendo rumado depois para o Fátima, clube que comandou durante quatro temporadas e onde se destaca a [link]/jogo/99185/[a]eliminação do FC Porto da Taça da Liga[/a], em 2007/08, no desempate por grandes penalidades.
De Fátima saltou para a I Liga de futebol pela ‘mão’ do Paços de Ferreira, em [link]/equipa/651/plantel/?edition=2010[a]2010/11[/a], tendo alcançado um honroso sétimo lugar, a apenas um ponto da ‘Europa’, logo na sua estreia.
Ainda começou a época seguinte no Paços, mas seria contratado pelo Vitória de Guimarães pouco depois.
Foi apresentado a 30 de agosto de 2011, no meio de uma grande crise financeira e desportiva: o Vitória era último classificado, tinha sido eliminado da Liga Europa e perdido a Supertaça Cândido de Oliveira para o FC Porto.
No primeiro treino, depois de ter sido apresentado à comunicação social, viu os adeptos vitorianos invadir o relvado e confrontarem-se com alguns jogadores, mas logo no primeiro encontro, em jogo atrasado da segunda jornada, [link]/jogo/1295/[a]venceu na Madeira o Nacional (4-1)[/a], tendo encetado uma recuperação que o levou ao sexto posto do campeonato.
Fruto das limitações financeiras dos vimaranenses, Rui Vitória teve que refazer equipas em todas as temporadas, nem sempre com os melhores resultados.
O 10.º lugar da época passada levantou dúvidas nos adeptos vitorianos, mas [link]/competicao/392/classificacao/?edition=2014[a]o quinto da que agora findou[/a], com uma grande primeira volta, a melhor da história do Vitória, voltou a colocar o técnico debaixo dos holofotes.
Tranquilo e cauteloso no discurso, Rui Vitória tem uma figura empática, gosta de frisar a importância da restante equipa técnica e costuma afirmar que o Vitória de Guimarães o preparou para tudo.
Com o seu companheiro de sempre, Arnaldo Teixeira, que o acompanhará como adjunto no Benfica, resta saber se, com um contexto e pressão completamente diferentes, o seu ‘low profile’ consegue frutificar como em Guimarães.


