Benfica-Sporting: Depois de início tremido, Benfica subiu até à liderança
O Benfica chega ao dérbi com o Sporting, na Luz, na mó de cima, depois de um início de época tremido, mas do qual recuperou, ao ponto de ser líder isolado da I Liga de futebol.
A equipa arrancou com uma derrota (nos Barreiros, por 2-1) e os sinais que deu numa primeira fase, com resultados sofridos e exibições pouco conseguidas, não anteviam nada de bom, chegando a ter cinco pontos de atraso para o líder (na altura o FC Porto).
Depois de uma última época muito complicada, na qual perdeu três “finais” em poucos dias (campeonato, Liga Europa e Taça de Portugal), o mais difícil foi recuperar animicamente um grupo que se manteve praticamente inalterado.
As principais joias – Garay, Sálvio, Cardozo, Gaitán e Matic, este transferido agora – continuaram no plantel, que ainda foi reforçado com uma série de promessas sérvias (Djuricic, Sulejmani, Markovic ou Fejsa).
Mas, até chegar à liderança isolada (à 15.ª jornada), com um triunfo por 2-0 sobre os portistas, em nome do falecido Eusébio, o Benfica teve que atravessar um longo caminho de recuperação e contar também com deslizes de Sporting e, sobretudo, FC Porto.
A seguir ao desaire na estreia, as “águias” voltaram, até ao final da primeira volta, a ceder pontos com o Sporting, em Alvalade (1-1), e, de forma menos expectável, com o Belenenses (1-1) e o Arouca (2-2), ambos no Estádio da Luz.
Depois, os “encarnados” apenas voltaram a deslizar na última jornada (a 17.ª), ao consentirem um empate em Barcelos, com o Gil Vicente (1-1, com Cardozo a falhar um penálti nos descontos), mantendo-se, ainda assim, como líder isolado, com mais dois pontos do que Sporting e quatro face aos tricampeões.
Na presente época, a construção da equipa obrigou a várias mudanças. Primeiro no lado esquerdo da defesa, depois no colmatar das ausências de Sálvio e Cardozo e, mais recentemente, face à saída de Matic.
Siqueira, emprestado pelo Granada, parece ter sido a melhor opção para o lado esquerdo, em alternância com Sílvio, e Markovic tem sido uma escolha face à ausência de Sálvio, desde agosto lesionado.
Cardozo é sempre uma mais-valia do plantel e está de regresso após lesão – numa época de menor rendimento -, e Fejsa passou a ser a solução mais lógica para ocupar o lugar de Matic, que foi transferido para o Chelsea.
Outra mudança, que seria pouco previsível, surgiu com a entrada de Oblak para a baliza, face a uma lesão de Artur em dezembro, com o guarda-redes esloveno de 21 anos a dar muitas garantias e, ao que tudo indica, a agarrar o lugar.


