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O FC Porto foi o primeiro. Assim que os dragões ficaram arredados de ganhar algum troféu do que restava por cumprir na época 2013-14, Pinto da Costa tratou de encontrar um sucessor para Paulo Fonseca e Luís Castro. A escolha recaiu sobre o desconhecido Julen Lopetegui. Tudo terá que começar do zero na casa do ex-tricampeão.

Liga Zon Sagres: Os ‘três grandes’ podem começar todos do zero
Liga Zon Sagres: Os ‘três grandes’ podem começar todos do zero

Contudo, sem nada o fazer esperar, o FC Porto até poderá não ser o único a ter que começar do zero uma nova temporada: um novo projeto. A saída de Leonardo Jardim do Sporting parece mais do que oficializada. O madeirense rumará ao Mónaco, onde encontrará os compatriotas Ricardo Carvalho e João Moutinho, podendo ainda levar por arrasto alguns valores da armada leonina. Já se falou em William Carvalho.

O sucessor, tudo indica, será Marco Silva. O ex-técnico do Estoril-Praia, que levou a equipa da Linha às competições europeias nas duas últimas temporadas, terá o seu primeiro ‘teste de fogo’ no comando de um ‘grande’. Maior responsabilidade, maior pressão. Bruno de Carvalho já assumiu a luta pelo título na próxima época e, face ao que aconteceu com Paulo Fonseca no Estádio do Dragão, alguns deslizes iniciais de Marco Silva poderão ser imediatamente exponenciados pela comunicação social.

No Benfica, a continuidade de Jorge Jesus mantém-se em ‘banho maria’. Por Luís Filipe Vieira, parece clara a vontade de permanecer com o seu treinador no leme, pelo sexto ano consecutivo. Com mais um ano de contrato, tudo dependerá do atual técnico das águias, que ainda tem uma Taça de Portugal para conquistar antes de ir a banhos.

E, reside na continuidade, ou não, de Jorge Jesus, muito daquilo que será a temporada 2014-15 na Liga Zon Sagres. Se o treinador do Benfica permanecer, os encarnados partirão em clara vantagem sobre os seus adversários. O mesmo treinador, a mesma estrutura, alguns jogadores novos. FC Porto e Sporting começarão tudo de novo: com a vantagem da incógnita e o receio de não se saber o que esperar.

Para o espetáculo, para a imprevisibilidade, o melhor seria mesmo Jorge Jesus fechar o ciclo no Estádio da Luz e rumar a outras paragens. Seja como for, a dificuldade do líder das águias em comunicar (quanto mais numa língua estrangeira!) e o seu principesco ordenado anual de quatro milhões de euros dificultarão uma possível aventura além-fronteiras. Arriscar não estará nos planos de um dos treinadores mais cotados e tranquilos financeiramente que falam a Língua de Camões.

De resto, esta ‘dança de treinadores’ parece alargar-se a muitos outros clubes do Campeonato Português.

José Couceiro não continuará em Setúbal (tudo indica que arriscará novamente no estrangeiro). O Marítimo contará com Leonel Pontes, atual adjunto de Paulo Bento. O Sp. Braga procurará um sucessor para Jorge Paixão (que até poderá ser Pedro Martins, ex-Marítimo) e, no Moreirense, o ex-Penafiel Miguel Leal assumirá o comando no regresso à elite. Por seu turno, o também promovido Penafiel procurará agora treinador. É a ‘dança das cadeiras’. É o permanente começar de novo. É futebol.

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