Fernando Santos: «Todos os jogadores são selecionáveis, sem exceção»
O novo selecionador português de futebol, Fernando Santos, recusou hoje fazer uma “renovação à pressa” na equipa nacional e assegurou que”, com vista ao objetivo de qualificação para o Euro2016.
“Estas coisas quando se querem fazer de empurrão não vão a lado nenhum. É um processo natural, aberto. Não gosto de falar renovação, dá a ideia que estes estão velhos e vão para o caixote do lixo. Para mim, tanto faz que tenha 17 anos, como 35, se tiver valor, vem. É preciso é fazer, bem, não à pressa”, observou Fernando Santos.
Naquela perspetiva, o técnico, que cumpre 60 anos em outubro, garantiu também que “todos os jogadores são selecionáveis, sem exceção”, durante a conferência de imprensa de apresentação como novo selecionador nacional, na sede da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), em Lisboa.
“Vou dizê-lo de forma muita clara e de forma inequívoca: a partir momento em que não há impedimento, todos os jogadores passam a contar para mim. Não me foi dado conhecimento de nenhum impedimento por parte da FPF e, nesse sentido, todos são passíveis de ser convocados”, reforçou.
A pré-convocatória para o jogo particular com a França, que, segundo Fernando Santos, será “muito abrangente e, por isso, não terá grande significado”, poderá trazer de regresso alguns jogadores há muito afastados da equipa lusa, como o defesa Ricardo Carvalho e o médio Danny.
A suspensão por oito jogos, imposta pela FIFA por “conduta antidesportiva para com os árbitros” durante o Mundial2014, quando orientava a seleção da Grécia, levanta alguns problemas para a fase de qualificação para o Euro2016, mas Fernando Santos deposita “confiança absoluta” em Ilídio Vale, que será o seu braço direito.
“É um treinador de excelência, em quem confio em absoluto e existe uma sintonia perfeita entre mim e a minha equipa técnica. Temos armas suficientes par combater isso [suspensão] e não irá influenciar o desempenho da equipa. O Ilídio terá, inclusive, liberdade no banco para tomar as suas decisões”, assinalou.
Fernando Santos advertiu ainda que, “aconteça o que acontecer, nada acaba aqui e há muitas coisas a fazer” relativamente à contestação ao castigo imposto pela FIFA, no sentido de “encontrar uma solução” para que não fique afastado do banco de suplentes durante tantos jogos.
A apresentação como selecionador nacional, ocupando o lugar deixado vago por Paulo Bento, representou um “momento de grande felicidade” para Fernando Santos, que vai aproveitar a experiência de quatro anos no comando técnico da Grécia para enfrentar a “grande responsabilidade” de orientar a seleção de Portugal.
“Estou absolutamente confiante em relação ao que vamos conseguir e em como vamos estar no Europeu de 2016. Acredito muito nos jogadores e é preciso lembrar que são todos jogadores de grande talento. Só vamos pensar em ganhar, ganhar, ganhar”, reforçou.
Fernando Santos revelou que recebeu uma mensagem de Paulo Bento a desejar-lhe “a melhor sorte do Mundo”, lembrando que o anterior selecionador “queria ganhar tanto” quanto ele, mas que pensam de maneira diferente e isso deverá refletir-se no futebol praticado pela equipa nacional.
O novo líder da “equipa das quinas” ainda não teve oportunidade de conversar com Cristiano Ronaldo, melhor futebolista mundial em 2013 e capitão da formação lusa, mas garantiu que irá fazê-lo o mais rapidamente possível, bem como com todos os outros elementos desta sua “nova família” que é a seleção portuguesa.


