Comentário: Paços descobriu o caminho para a vitória na segunda parte
Um Paços de Ferreira transfigurado no arranque da segunda parte possibilitou hoje a reviravolta no marcador diante do Marítimo, acabando por vencer por 3-2, num jogo emocionante da sétima jornada da Primeira Liga.
Os locais, que somaram o 10.º triunfo frente ao Marítimo em 17 jogos para a I Liga na Capital do Móvel, foram para o intervalo a perder justamente, mas as entradas de Minhoca e Edson Farias emprestaram a dinâmica e velocidade que faltavam e, no espaço de 11 minutos, permitiram construir a terceira vitória do campeonato.
Maazou colocou o Marítimo em vantagem, aos 22 minutos, “bisando” aos 67, atenuando uma derrota que Bruno Moreira, aos 51 e 54 minutos, e Edson Farias, aos 62, construíram com mérito para os locais, deixando-os às “portas” dos lugares europeus, agora com 11 pontos, menos um do que a formação insular.
Com Manuel José, sobre a direita, sem ter também a mobilidade capaz de dar velocidade ao jogo pacense, a equipa sentia muitas dificuldades em entrar no último terço, “vivendo” muito, em termos ofensivos, das incursões dos laterais, das iniciativas dos médios (Serie Sérgio Oliveira) ou de algum passe de rotura, alguns deles protagonizados pelo central Rafael Amorin.
Com outra dinâmica e um futebol menos trabalhado, mas com processos de jogo mais ajustados às circunstâncias, o Marítimo foi sempre rápido nas transições, a fechar os espaços e, sobretudo, mais objetivo nas suas ações.
Maazou, aos 19 minutos, ameaçou a baliza de Rafael Defendi, num remate por cima, após centro da direita, antecipando o merecido tento, aos 22, quando, após passe de Rúben Ferreira, entrou na área, e, com um remate colocado, inaugurou o marcador.
O futebol agradável do Paços, patenteado nos últimos jogos, não fluía e perdia para a objetividade do Marítimo, que pareceu surpreendido com a entrada dos locais na segunda parte.
Edson Farias e Minhoca renderam os “apagados” Manuel José e Jaime Poulsen e o futebol dos locais ganhou dinâmica.
Bruno Moreira, agora com quatro golos na I Liga, beneficiou dessa entrada de rompante e, em três minutos, marcou por duas vezes, a primeira numa insistência a um centro de Hélder Lopes da esquerda e a segunda após assistência de Urreta.
O Marítimo acusou os golos e a situação piorou ainda aos 62 minutos, quando Edson Farias, após uma jogada de envolvimento pela direita, colocou o Paços com uma vantagem de dois golos no marcador.
O inconformado Maazou ainda recolocou a formação insular a discutir o resultado, ao “bisar” no jogo, cinco minutos depois, com um remate de pé esquerdo, à meia volta na área pacense, e mesmo com 10, após expulsão de Fransérgio, aos 71, por acumulação de amarelos, os pupilos de Leonel Pontes não deixaram de procurar a baliza contrária.
Nuns minutos finais emocionantes, valeu ao Paços um grande espírito de sacrifício e grande entreajuda, atenuando alguma falta de experiência para gerir o resultado e o jogo.
Friday, 3 de October de 2014
Saturday, 4 de October de 2014
Sunday, 5 de October de 2014
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