Sporting-Benfica: Um leão mais português frente a uma águia internacional
Separados por sete pontos e apenas duas posições no topo da classificação da I Liga, o Benfica e o Sporting partem para o dérbi de domingo muito distantes no que respeita à utilização de futebolistas portugueses.
Entre as 18 equipas do campeonato, o Sporting é a sexta que mais jogadores nacionais utilizou nas primeiras 19 jornadas, em claro contraste com o campeão nacional, que antes do jogo de Alvalade, da 20.ª ronda, ocupa o penúltimo lugar desta lista, somente à frente do FC Porto.
A equipa de Marco Silva, terceira classificada da I Liga, alinhou com uma média de 6,6 portugueses no ‘onze’ inicial de cada jogo nas rondas já disputadas. Se forem contabilizados os suplentes utilizados, o número cresce para 7,7 por encontro.
Já o Benfica, líder do campeonato, cai para a ‘zona de despromoção’ neste capítulo, com uma média de 1,2 jogadores portugueses por jogo na equipa titular, número que sobe para dois fazendo contas aos que saem do banco.
Recuando à terceira jornada, ao dérbi disputado na Luz e que terminou empatado 1-1, o Sporting entrou em campo com seis portugueses (Rui Patrício, Ricardo Esgaio, William Carvalho, André Martins, Adrien Silva e Nani) e ainda utilizou outro como suplente (Carlos Mané), enquanto o Benfica jogou de início com dois (Eliseu e André Almeida).
Aliás, Jorge Jesus nunca utilizou mais de dois futebolistas lusos no ‘onze’, o que aconteceu apenas em cinco jogos, e só por uma vez colocou três portugueses simultaneamente em campo, facto registado na primeira jornada, em que Eliseu e Ruben Amorim alinharam de início e André Almeida entrou como suplente.
Com a lesão grave sofrida por Ruben Amorim na segunda ronda e o problema físico que afastou Eliseu durante sete jornadas, as opções do técnico ainda ficaram mais limitadas. Bebé, suplente utilizado uma vez e emprestado ao Córdoba, Pizzi, várias vezes chamado do banco e titular no último jogo, e Gonçalo Guedes, suplente utilizado em três ocasiões, foram os restantes portugueses em quem Jesus confiou.
No Sporting, o recurso aos portugueses tem sido uma opção crescente de Marco Silva, que começou com cinco, nas duas primeiras rondas, e foi introduzindo jogadores nacionais gradualmente, até fazer alinhar oito no ‘onze’ inicial nas três jornadas mais recentes. Em duas delas, chegaram a estar em campo nove em simultâneo.
Globalmente, foram 11 os jogadores lusos que o treinador ‘leonino’ fez alinhar ao longo da I Liga: Rui Patrício, Cédric, Miguel Lopes, Ricardo Esgaio, Paulo Oliveira, Tobias Figueiredo, William Carvalho, João Mário, Adrien Silva, Carlos Mané e André Martins.
Após 19 jornadas, o líder deste ‘campeonato’ é o Penafiel, que alinha com uma média de 9,4 portugueses por jogo e que em três partidas entrou com um ‘onze’ totalmente ‘made in Portugal’.
Aproximado, só o Belenenses, que alinhou com 10 lusos na ronda anterior e tem uma média de 8,2, seguido por Vitória de Setúbal (7,5), Moreirense (7,1), Arouca (6,8) e Sporting (6,6).
O FC Porto, segundo classificado da I Liga e que apresenta uma média de 0,9 portugueses por jogo, e o Benfica, com 1,2, surgem bem destacados no ‘fundo’, ainda longe de Gil Vicente (3,9), Nacional (3,9) ou Académica (4,1).


