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O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) disse hoje esperar que o diferendo entre os árbitros, que pediram dispensa para as últimas cinco jornadas, e a Liga se resolva sem chegar “a posições extremas”.

APAF espera que diferendo com Liga se resolva «sem posições extremas»
APAF espera que diferendo com Liga se resolva «sem posições extremas»

“Em sede própria trataremos deste assunto e tentaremos que as coisas não tenham que tomar essas posições extremas”, disse José Fontelas Gomes à agência Lusa.

Em causa está o não pagamento do valor oriundo do principal patrocínio da Liga de clubes, que é exibido nas camisolas dos árbitros que atuam nas duas ligas profissionais.

“Já temos vindo a falar do assunto há bastante tempo e continuamos a querer falar e dialogar sobre ele. Vamos obviamente tentar que as coisas se resolvam dentro do diálogo e em sede própria. Acredito que se resolva”, disse.

Na segunda-feira, os árbitros do primeiro escalão entregaram um pedido de dispensa para as últimas cinco jornadas da I Liga que, a efetivar-se, pode afetar o jogo Benfica-FC Porto, da 30.ª jornada.

Fontelas Gomes considerou que a data limite para a resolução do diferendo será o dia em que se inicia a 30.ª jornada, a disputar no fim de semana de 25 e 26 de abril.

“Olhando para este cenário a data limite [para resolução do problema] serão essas jornadas que os árbitros estão de dispensa”, referiu.

O presidente da APAF lembrou que a “a associação tem estado nas conversações sempre no sentido de diálogo e de encontrar soluções para todas estas matérias.

Caso se concretize o pedido de dispensa dos árbitros, Fontelas Gomes considera que as eventuais soluções para que os jogos se realizem – que podem até passar pelo recurso a árbitros estrangeiros – “são uma situação que ultrapassa a APAF”.

Há vários anos que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional paga anualmente uma verba à APAF – que é depois distribuída pelos árbitros – pelos direitos de imagem e publicidade exibida pelos árbitros.

Segundo a imprensa, este acordo – firmado quando a Liga era presidida por Valentim Loureiro – não está a ser cumprido pela atual direção, liderada por Luís Duque.

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