Rui Vitória antevê dérbi de «dificuldade elevada» frente ao Moreirense
O treinador do Vitória de Guimarães, Rui Vitória, disse hoje esperar um jogo de dificuldade elevada na antevisão ao dérbi minhoto com o Moreirense, da 28.ª jornada da Primeira Liga.
Os vimaranenses, depois de terem quebrado um ciclo de três derrotas consecutivas com um triunfo sobre o Arouca (1-0), defrontam um adversário com quem nunca perderam para o campeonato (cinco vitórias e quatro empates), embora, para o técnico, isso não torne o jogo mais fácil.
“Vamos encontrar uma equipa que me parece de qualidade, um clube que subiu de divisão, mas que se soube estruturar para a I Liga. Tem feito um campeonato muito regular e tem jogadores mais experientes do que nós, que já passaram por outros clubes e têm vivências de jogos emotivos”, afirmou.
O técnico vimaranense reconheceu que o encontro com o Moreirense é sempre especial pela proximidade geográfica entre os dois clubes, mas, apesar da simpatia que nutre pelos ‘cónegos’, o pensamento dos vitorianos está apenas focado no triunfo.
“É um jogo que gosto de jogar, porque gosto do Moreirense e reconheço que estão a fazer um trabalho muito bom. Mas, amigos à parte, a nossa ambição é ganhar três pontos, dar alegrias aos nossos adeptos, somando o maior número de pontos o mais rapidamente possível”, frisou.
O Vitória de Guimarães tem a oportunidade de alcançar em Moreira de Cónegos, pela primeira vez, na segunda volta, duas vitórias seguidas. Rui Vitória disse esperar que a equipa se mostre confiante, mas não relaxada.
“As vitórias trazem essa dose de confiança. As derrotas surgiram em momentos especiais. Aquilo que já alertei ao meu grupo é que não é uma vitória que vai resolver os nossos problemas. Não queremos estar aliviados, pois queremos dar sequência a estes resultados”, disse.
O treinador vitoriano garantiu que não vê o jogo como importante pela questão do apuramento para a Liga Europa, mas por estarem “três pontos em disputa”, pelo que não fará qualquer gestão dos jogadores em risco de exclusão – Nii Plange, Alex e Tomané – para o jogo com o Sporting de Braga.
“Não penso em gerir. Os jogadores, hoje, têm de ter consciência da sua situação em relação a essa matéria. Hoje, vi, num dos jornais, que praticamente todos os clubes têm três, quatro jogadores a poder ficar fora na próxima jornada. Faz parte do processo das equipas todas”, explicou o técnico.
Rui Vitória falou também sobre a quebra de rendimento do meio-campo vimaranense, na segunda volta, especialmente de Bernard, que, no início da época, foi um dos principais destaques da equipa, com quatro golos nos primeiros quatro jogos do campeonato.
“Imaginem-se, com 19 anos, a irem para o Gana e a passarem pela mesma situação, sem a família. Ainda faltam alguns patamares para ser um jogador de grande nível. Sei que o rendimento destes jogadores não é contínuo. Com estas abordagens de mercado, não conseguem manter um nível elevado durante toda a época”, sublinhou.
Questionado ainda sobre os assobios de que o futebolista Sami foi alvo no jogo anterior, com o Arouca, o técnico respondeu que a situação o perturba um pouco, porque influencia não apenas o jogador, mas também a equipa.
“Custa-me um bocado. É como se fosse um assobio a cada um de nós. Aquilo que mais me perturba é que uma realidade individual repercute-se de forma mais genérica. Os jogadores, não só os que vieram do Porto que estão integrados no grupo de forma fantástica”, garantiu o técnico.
O Vitória de Guimarães, quinto classificado, com 43 pontos, defronta o Moreirense, 11.º, com 32, para a 28.ª jornada da I Liga, sábado, pelas 20:15, no Parque de Jogos Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, com arbitragem de Hugo Miguel, de Lisboa.
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