1
2
3
4

Após oito anos afastado, o Penafiel regressou à I Liga de futebol, mas, a três jornadas do fim, a sentença da descida à II Liga foi confirmada, depois de um percurso feito sempre nos últimos lugares.

Penafiel desce, um ano depois do regresso
Penafiel desce, um ano depois do regresso

A descida e o facto de ter andado quase sempre no fundo da tabela significa, naturalmente, que os objetivos não foram cumpridos, e as mudanças de treinador atestam isso mesmo.

O Penafiel começou a época da pior forma, com uma série de quatro derrotas, que motivou uma prematura primeira mudança de treinador.

Ricardo Chéu, chegado no arranque da época para substituir Miguel Leal, protagonizou a primeira ‘chicotada’ da época do Penafiel, e a segunda no campeonato (João de Deus saiu do Gil Vicente à terceira), sendo substituído por Rui Quinta.

O antigo adjunto de Vítor Pereira no FC Porto iniciou os trabalhos com uma vitória motivadora frente ao Vitória de Setúbal, por 2-0, mas, depois disso, só voltou a conhecer o sabor da vitória ao fim de seis jogos.

Mesmo assim, com Rui Quinta a equipa apresentou-se mais coesa e foi com ele que o Penafiel mais pontuou.

Mas, a pior série de maus resultados aconteceu na reta final. Depois da vitória, fora, com o Vitória de Setúbal (1-0), na 22.ª jornada, o Penafiel esteve 10 jogos sem vencer, em cinco dos quais sem sequer marcar.

A vitória chegou apenas na penúltima jornada do campeonato, em casa, frente ao Gil Vicente, mas numa altura em que a descida já estava definida.

Na 25.ª jornada, Rui Quinta foi despedido e contratado Carlos Brito, com promessas de tudo fazer para dignificar o clube e de não ‘atirar a toalha’ ao chão. Nesta altura, a esperança ainda movia os penafidelenses, que acabaram por tombar na antepenúltima jornada, frente ao Benfica.

Os ponta de lança Guedes e Rabiola destacaram-se no plantel pelo número de golos marcados – oito e seis, respetivamente –, enquanto Quiñones também esteve em destaque pelo desempenho em campo e por se ter adaptado (com sucesso) a uma nova posição – inicialmente era lateral passando depois a jogar a extremo.

O guarda-redes internacional iraniano Haghighi foi também fundamental em vários jogos para impedir a derrota.

Pela negativa, evidência para Aldair e Mbala, que, na teoria, eram os dois principais ativos, ambos formados no clube, mas não confirmaram as expetativas.

Contas feitas, o Penafiel termina com cinco vitórias, sete empates e 22 derrotas e com o presidente, António Gaspar Dias, a colocar o lugar à disposição, assumindo assim a responsabilidade pelo fracasso desportivo.

Confira aqui tudo sobre a competição.

Siga-nos no Facebook, no X, no Instagram, no Whatsapp e no Youtube.

Na Primeira Página