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Federação angolana alerta para repercussões devido ao vandalismo no futebol

O presidente da Federação Angolana de Futebol (FAF) alertou hoje para as consequências “muito negativas” junto das instituições internacionais de atos de vandalismo, como o que no domingo terminou com a morte de um adepto.

Federação angolana alerta para repercussões devido ao vandalismo no futebol
Federação angolana alerta para repercussões devido ao vandalismo no futebol

Numa mensagem assinada pelo general Pedro de Morais Neto, à qual a agência Lusa teve acesso, e antecipando uma jornada que no fim de semana conta com dois dérbis em Luanda, o líder da FAF apela ao cumprimento das regras de conduta por parte dos adeptos.

“Os atos de vandalismo são prejudiciais e podem ter consequências muito negativas junto das instâncias internacionais, nomeadamente na CAF [Confederação Africana de Futebol] e na FIFA, portanto apelamos ao ‘fair-play'”, lê-se na mesma mensagem.

Uma rixa entre adeptos da Académica do Lobito e do Kabuscorp do Palanca provocou, no domingo passado, um morto, oito feridos e vários danos materiais na província angolana de Benguela.

Em causa, esteve o comportamento dos adeptos no final da partida entre as duas equipas, a contar para a 18.ª jornada do campeonato nacional angolano ‘Girabola’ e que o Kabuscorp, de Luanda, venceu por 2-1.

Segundo a polícia, os adeptos da Académica do Lobito começaram a arremessar pedras contra os agentes policiais, jogadores adversários e árbitros, reclamando um alegado favorecimento pela equipa de arbitragem.

Para o controlo da situação foi necessário chamar a Polícia de Intervenção Rápida e da brigada canina, bem como o recurso ao lançamento de gás lacrimogéneo.

Este fim de semana, também a contar para o ‘Girabola’, Luanda é palco de dois dérbis da capital, entre o Petro e o ASA, e entre o Kabuscorp e o 1.º de Agosto, as equipas que mais adeptos movimentam no futebol angolano.

“Os maus comportamentos, os erros e as falhas objetivas e subjetivas dos árbitros, dos jogadores, dos treinadores e dos dirigentes serão tratados em fóruns próprios e não são da responsabilidade dos adeptos, simpatizantes e claques organizadas dos clubes intervenientes”, apela o presidente da FAF na mensagem dirigida a adeptos e protagonistas do futebol angolano.

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