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Julio Rocha, ex-presidente da federação de futebol da Nicarágua, que foi um dos sete detidos em maio no âmbito do escândalo FIFA, foi hoje acusado pelo ministério público daquele país de “branqueamento de capitais” e “enriquecimento ilícito”.

Ex-presidente da federação da Nicarágua acusado de lavagem de dinheiro
Ex-presidente da federação da Nicarágua acusado de lavagem de dinheiro

“A 04 de agosto, nós, em decisão conjunta com o ministério público, decidimos abrir um processo contra Julio Rocha, na sequência do qual acusamos a pessoa em questão de branqueamento de capitais e enriquecimento ilícito, em prejuízo do estado da Nicarágua”, afirmou a procuradora-geral da República, Julia Guido.

Esta decisão surge na sequência de uma queixa feita pelo instituto de desporto da Nicarágua contra Julio Rocha, acusando-o de ter recebido um suborno de cerca de 90 mil euros, na sequência da venda dos direitos de transmissão de competições organizadas pela Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol) à empresa Traffic Sports, acionista maioritário da SAD do Estoril-Praia.

Com base nestas acusações, Julio Rocha, que foi um dos sete dirigentes FIFA detidos em maio na Suíça, pretende ser extraditado para o seu país de origem, decisão que foi aprovada na sexta-feira pela justiça helvética.

Os Estados Unidos também requisitaram a extradição do antigo dirigente. No entanto, o ministério da justiça suíço afirmou que os norte-americanos devem dar prioridade ao pedido de extradição das autoridades da Nicarágua.

Caso os Estados Unidos não aceitem dar esta prioridade, a justiça suíça vai analisar novamente o processo, antes de tomar uma decisão final.

Julio Rocha, de 64 anos, foi presidente da federação de futebol da Nicarágua e do comité olímpico do mesmo país, entre 1997 e 2009, exercendo também o cargo de responsável pela área de desenvolvimento da FIFA, desde 2012.

No entanto, foi detido e acusado por corrupção a 27 de maio, numa investigação levada a cabo pela justiça norte-americana, que envolve também outros 14 dirigentes do organismo que tutela o futebol mundial, num caso que levou o presidente Joseph Blatter a apresentar a sua demissão, poucos dias após a sua reeleição, estando por isso agendadas novas eleições para 26 de fevereiro de 2016.

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