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Um golo de Gelson Martins no início da segunda parte deu hoje a Portugal uma vitória sobre a Grécia, 1-0, e carimbou em definitivo o apuramento para o Europeu de futebol de sub-21 de 2017.

Crónica: À segunda oportunidade Portugal está no Europeu de sub-21
Crónica: À segunda oportunidade Portugal está no Europeu de sub-21

Portugal tinha desperdiçado na sexta-feira, frente a Israel, a primeira oportunidade para garantir essa qualificação, com um 0-0 ‘cinzento’ em Paços de Ferreira, mas hoje, em Barcelos, não facilitou, apesar de uns primeiros 45 minutos ‘sonolentos’.

Vice-campeão em 2015, Portugal vai estar novamente numa fase final de um campeonato da Europa da categoria e assegurou a presença com golo solitário de Gelson Martins, que deu sequência ao excelente início de época que tem feito no Sporting.

O apuramento para o Campeonato Europeu de sub-21 (com dois jogos por disputar) é o corolário lógico de uma grande campanha dos comandados de Rui Jorge, que hoje somaram o sétimo triunfo em oitos jogos disputados no Grupo 4.

O jogo começou com muito calor (33 graus), o que motivou mesmo uma pausa de cerca de um minuto sensivelmente a meio da primeira parte para os jogadores se refrescarem.

Talvez por causa disso, o ritmo do jogo foi quase sempre muito lento, ao contrário do que tinha pedido Rui Jorge, aludindo à necessidade de haver rápidas trocas de bola para ultrapassar um previsível bloco mais baixo dos gregos.

Além disso, Portugal, que em relação ao ‘onze’ que iniciou o jogo com Israel, apresentou duas alterações (Ricardo Horta e Diogo Jota em vez de Iuri Medeiros e Gonçalo Paciência), explorava pouco os flancos, o que resultou numa primeira parte monótona e com raros motivos de interesse.

A única grande oportunidade para Portugal neste período surgiu aos 17 minutos, com um belo remate em arco de Ruben Neves que só não foi golo porque o defesa Vouros, praticamente em cima da linha de golo, o impediu.

A Grécia também pouco incomodou o último reduto nacional, mas Rúben Semedo, hesitante, quase ‘ajudou’: perdeu a bola para Ioannidis em zona proibida e viu um cartão amarelo (que podia ter sido vermelho) por derrubar o ponta-de-lança grego que se isolava (27).

Rui Jorge mexeu na equipa logo ao intervalo, fazendo entrar o também benfiquista João Carvalho para o lugar do apagado André Horta, e o certo é que Portugal passou a jogar com outra disposição e velocidade.

Daí resultou o primeiro golo da partida, com Gelson Martins a fazer a recarga após defesa incompleta do guardião grego a um forte remate de Ricardo Horta de fora da área na sequência de um canto da direita (53).

Aos 61 minutos, João Carvalho obrigou Barkas a defesa difícil e, logo a seguir, saiu Gelson Martins para entrar Gonçalo Guedes, substituição pouco entendível, e foi a Grécia a estar muito perto de empatar com um ‘tiro’ de Mystakadis de muito longe à barra (63).

Aos 72 minutos, foi a vez de sair Diogo Jota, tendo entrado para o seu lugar Gonçalo Paciência, mas foram Ricardo Horta (76) e Gonçalo Guedes (78) a criarem os lances de maior perigo até ao final da partida, que o guarda-redes contrário neutralizou.

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