Crónica: Empate do FC Porto revela vícios de passado recente
O FC Porto, que hoje empatou em casa, frente ao FC Copenhaga (1-1), no arranque da Liga dos Campeões de futebol, revelou não estar completamente ‘curado’ de alguns vícios de um passado recente.
Ao ceder dois pontos frente ao campeão dinamarquês, na primeira jornada do Grupo G, a equipa de Nuno Espírito Santo ‘caiu’ vítima de princípios de jogo ainda pouco eficazes, tanto mais que jogou em superioridade numérica a partir dos 66 minutos.
O FC Porto até começou bem, com um golo aos 13 minutos, marcado por Otávio, e a submeter os adversários ao seu ritmo, mas o empate conseguido aos 51 minutos, graças a uma insistência de Andreas Cornelius diante de algum desacerto defensivo, foi fatal para o ânimo dos anfitriões, que perderam foco e eficácia ofensiva.
Por comparação com o último jogo dos ‘dragões’, Nuno Espírito Santo fez alinhar Herrera no lugar de André André e substituiu o belga Depoitre pelo mexicano Jesús Corona, sendo que a principal novidade foi o regresso do argelino Brahimi, que começou no banco.
Os ‘azuis e brancos’ assumiram o controlo do jogo desde o primeiro minuto e instalaram-se na intermediária forasteira, a jogar em posse, com o envolvimento de todos os jogadores, mas com Óliver e Otávio em modo mais criativo, na procura de espaços e colegas mais adiantados.
Foi, no entanto, o campeão dinamarquês que causou o primeiro lance de perigo, quando, aos 11 minutos, Mathias Jorgensen cabeceou, no coração da área, para uma grande intervenção de Iker Casillas, guardião espanhol que cumpriu a 161.ª partida na prova (18.ª temporada) e assim manteve o seu próprio recorde.
Dois minutos volvidos, Otávio entendeu-se com André Silva no bico esquerdo da área, com o avançado a assisti-lo de calcanhar, deixando o brasileiro capaz de alvejar com sucesso a baliza de Robin Olsen e inaugurar o marcador.
Os portistas mantiveram o pé no acelerador, embora sem grande exagero, e por duas vezes podiam ter aumentado a vantagem, mas Corona e André Silva chegaram um pouco atrasados aos passes para a zona de rigor.
Assim se retomou o encontro, após o intervalo, mas no único deslize da defensiva portista até então, Andreas Cornelius, aos 51 minutos, aproveitou o desentendimento dos ‘dragões’ e conseguiu desviar a bola para as redes à guarda de Casillas.
Na resposta, Corona, lançado para a área por Otávio, não chegou a tempo de rematar e, aos 62 minutos, foi substituído pelo belga Depoitre.
A partir dos 66 minutos, os portistas passaram a jogar em superioridade numérica, por expulsão de Gregus (segundo cartão amarelo) e Nuno Espírito Santo entendeu reforçar ainda mais o ataque, trocando Herrera pelo regressado Brahimi, bastante aplaudido desde as bancadas, ainda durante o aquecimento.
Mesmo assim, os portistas não conseguiram ‘desencravar’ posicionamentos nem ganhar espaços face à ‘férrea’ e muito focada defesa dinamarquesa.
Digo Jota rendeu Otávio a oito minutos do final, o FC Porto fez ‘chover’ bolas para o interior da área, mas os cruzamentos pareciam teleguiados para os pés ou as cabeças dos defesas contrários.
Tuesday, 13 de September de 2016
Wednesday, 14 de September de 2016
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