I Liga: Tondela – Nacional (declarações)
Declarações dos treinadores e de Jhon Murillo, após o jogo Tondela – Nacional (2-0), da 30.ª jornada da I Liga Portuguesa de Futebol.
Pepa (treinador do Tondela): “Duas vitórias seguidas é a primeira vez que o conseguimos, é pena ser tão tarde que conseguimos seis pontos em dois jogos.
Depois do primeiro golo, o critério foi logo outro, parecia que em algumas situações a bola queimava, precipitávamo-nos e isso é normal nas equipas que têm a ‘corda no pescoço’. Mesmo com precipitações e ansiedades, a equipa teve sempre uma entrega brutal, sempre concentrada no jogo. Tivemos muito mais oportunidades, mas temos de ser mais eficazes a finalizar, pois custa tanto chegar lá. Foi um jogo muito intenso, de nervos, mas onde vitória nos assenta bem. Tivemos as melhores e mais oportunidades. Não sofremos golos, o que é importante para a confiança na equipa. É uma vitória justíssima que não deixa dúvidas. Duas vitórias foi inédito, estamos cá para a luta e o foco é já o próximo jogo. Era bom estarmos tranquilos para jogar um futebol mais vistoso, mas temos de estar ‘ligados à ficha’, com intensidade no máximo.
Temos de reconhecer humildemente quem não somos, em termos técnicos e individuais, reconhecemos que encontramos equipas com outro tipo de argumentos, mas temos de tornar as nossas fraquezas em forças. Esta crença, atitude, garra, entrega e não olharmos a nomes e orçamentos. Olharmos só exclusivamente ao que temos de fazer: quando não temos bola, não entrar em parafuso, saber sofrer e depois tirar partido da velocidade que temos nos homens da frente.
Faltam 12 pontos e isso de às vezes quererem enterrar os vivos corre mal. Temos é de fazer o nosso trabalho, focarmo-nos no próximo jogo.
Se fosse em questões de milagre, era fácil, com o devido respeito. Pegávamos todos num autocarro e íamos a Fátima e ficávamos à espera de mais 12 pontos, mas ninguém nos vai dar os 12 pontos assim, temos de ser nós a ter fé, a acreditar, mas se não dermos à perna ninguém nos vai dar nada”.
João de Deus (treinador do Nacional): “Não vale a pena estarmos a esconder o que é o cenário: fica muito complicado. Ainda temos quatro jogos para fazer, com rigor, profissionalismo e entrega, e tentar ganhar.
A primeira parte não foi boa, isso é claro. Na segunda parte a equipa foi completamente diferente e tem duas boas oportunidades. Não marcámos e, quando assim é, já sabemos como costuma ser o desfecho. Depois de sofrermos um golo, numa perda de bola, tudo se torna mais difícil. O nosso discernimento, tal como do Tondela nesta fase, não é propriamente o melhor. Tínhamos convicção de que quem marcasse primeiro iria vencer este jogo.
Parabéns ao adversário, a nós cabe-nos continuar a fazer o melhor o que pudermos e soubermos, com profissionalismo para ganhar jogos, porque temos quatro jogos pela frente e temos de fazer mais pontos.
Não estou aqui para falar de grandes penalidades. Se o árbitro achou que era penálti, quem sou eu para ir contra a opinião de quem está mais creditado.
É o calendário que temos, não temos que estar assustados, temos é de ser lúcidos e perceber que estamos numa situação tremendamente complicada. Temos até ao final da temporada para dar uma imagem diferente daquela que demos nestes últimos dois jogos”.
Jhon Murillo (jogador do Tondela): “Conseguimos duas vitórias importantes. Agora é pensar no próximo jogo com o Boavista e ir buscar os tês pontos fora.
Tenho-me sentido bem, tenho de dar sempre o melhor de mim, na posição em que o mister me colocar. Somos uma equipa rápida, não só eu.
Ainda há quatro finais até ao fim e temos que manter a atitude. Acredito que podemos conquistar os 12 pontos em disputa”.
Friday, 21 de April de 2017
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Monday, 24 de April de 2017
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