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Ruth foi o nome de código dado a um futebolista promissor pelos homens que o levaram de Moçambique para Portugal, uma história agora transformada em filme para retratar o que se passou com Eusébio no ano de 1961.

Ruth foi nome de código de Eusébio, história transformada em filme
Ruth foi nome de código de Eusébio, história transformada em filme

O ano em que ‘sai de Lourenço Marques, agora Maputo, chega a Lisboa e dá-se conta do regime colonial e ditatorial que há em Lisboa’, refere António Pinhão Botelho, realizador da longa metragem.

A estreia está prevista para o início do próximo ano e o enredo foi apresentado hoje em conferência de imprensa na capital moçambicana, onde as filmagens terminaram na última semana.

Em foco está o futebolista, mas também a sociedade, tudo no ano em que a vida de Eusébio ganhou fama ao chegar ao Benfica, o mesmo em que começou a guerra colonial.

«É um filme basicamente de espiões», à volta de um mundo ‘castiço’ e ‘aproveitando as duas sociedades’ à época, uma em Moçambique outra na ‘metrópole’.

Igor Regalla, ator guineense, é Eusébio adulto, e contracena ao lado da atriz moçambicana Josefina Massango, que faz o papel de mãe, entre muitos outros atores do elenco.

«Tinha que vir aqui um poeta e explicar como deve ser aquilo que sinto e a honra que é dar vida a uma personalidade destas», referiu Regalla.

«É gratificante, uma responsabilidade enorme», acrescentou Massango.

O bairro da Mafalala, onde Eusébio viveu, e outros locais por onde passou serviram para a rodagem do filme em Maputo durante este mês, numa experiência que António Pinhão Botelho considerou arrebatadora.

«Uma pessoa entra nos sítios e treme ao pensar que Eusébio esteve aqui’», referiu.

O realizador considera o filme como um projeto difícil, tendo em conta a figura central.

«Tudo o que vou fazer vai ficar aquém da pessoa. Mesmo que seja o melhor filme do mundo, com sorte chegará a um calcanhar e ao direito, porque o esquerdo era o melhor».

O filme ‘Ruth’ conta com o apoio do Instituto Nacional do Audiovisual e Cinema de Moçambique, do Conselho Municipal de Maputo, Câmara Municipal de Lisboa e Camões – Centro Cultural Português em Maputo.

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