FC Porto vence Mónaco (2-1) em discreta apresentação aos sócios
O FC Porto apresentou-se hoje aos sócios com uma vitória por 2-1 frente aos franceses do Mónaco, num desafio de mediana qualidade em que ficou claro que espera ainda muito trabalho a Jesualdo Ferreira para construir uma verdadeira equipa.
O Mónaco, de boa memória para o ”dragão” pela Liga dos Campeões conquistada em 2003/04, com 3-0 em Gelsenkirchen, não deu a luta esperada, mas, mesmo assim, chegou para deixar a ideia de que os portistas, mesmo desfalcados e em pré-época, devem ainda evoluir imenso para ser uma equipa competitiva.
É verdade que faltaram os ”indiscutíveis” Helton, Lucho, Bruno Alves e Fucile, bem como os reforços Leandro Lima, Mariano Gonzalez, Stepanov e Hernesto Farias, mas a equipa deu uma imagem muito pálida do que pode valer e, pior ainda, deixou uma ideia de total dependência de Quaresma, o único com capacidade para destoar tecnicamente dos restantes.
Numa noite sem o cenário de festa habitual na primeira aparição aos sócios, os reforços só entraram na segunda parte – o guarda-redes Nuno foi a excepção – e, naturalmente, revelaram maior dificuldade de entrosamento; o trinco argentino Bolatti foi o que deixou melhores impressões.
O FC Porto quis mostrar serviço bem cedo, mas apenas há a registar uma iniciativa de Bosingwa na direita, culminada com remate às malhas laterais.
Os bicampeões nacionais controlavam, detinham a posse de bola, mas não criavam dificuldades a Roma, que praticamente não teve que intervir: Adriano (23 m), ganhou de cabeça na pequena área, mas errou o alvo.
O Mónaco limitava-se a remates de longe sem perigo, mas a partir da meia hora subiu no terreno e ganhou ascendente, tendo Koller (35 m) e Monsoreu (37 m), ambos de cabeça, criado perigo.
As equipas não ameaçavam verdadeiramente e, quando o Mónaco parecia na mó de cima, foi o FC Porto a marcar: Quaresma (38 m) cobrou o livre e Lisandro, na pequena área, desviou de cabeça para o fundo das redes (1-0).
Ao intervalo entraram Paulo Ribeiro, Lino, Bolatti, Kaz, Luís Aguiar e Hélder Postiga, mas a toada do desafio não mudou muito, com os portugueses a continuar lentos e sem ideias frente a uma equipa que se revelou dócil.
Quaresma (52 m) caiu na área entre dois contrários e o árbitro Paulo Costa assinalou penalti – muito contestado – que Hélder Postiga converteu no segundo para os ”azuis e brancos”.
O desafio arrastava-se para o fim quando Pino (80 m), em lance individual vistoso, mas que contou com a macieza da defesa portista, irrompeu na área e reduziu para 2-1, no mais belo golo da noite – nos instantes finais da partida, Tarik atrasou para Paulo Ribeiro que ia dando um valente ”frango”, mas reagiu a tempo e aliviou.
Ficha do Jogo:
– FC Porto: Nuno, Bosingwa, João Paulo, Pedro Emanuel, Cech, Paulo Assunção, Raul Meireles, Jorginho, Quaresma, Lisandro e Adriano.
Jogaram ainda Paulo Ribeiro, Lino, Bolatti, Kaz, Luís Aguiar, Hélder Postiga, Fernando, Tarik e Renteria.
– Mónaco: Roma, Cufre, Modesto, Monsoreau, Berthod, Meriem, Leko, Bernardi, Piquionne, Menez e Koller.
Jogaram ainda Pino, Sambou, Gakpe, Mongongu, Bakar, Muratori e Licata.
LUSA


