Bwin Liga: «Dragões» e «leões» procuram liderança entre os «grandes»
O campeão FC Porto e o Sporting, detentor da Taça de Portugal e Supertaça, jogam domingo, no Dragão, a liderança isolada do pelotão dos “grandes” da Liga portuguesa de futebol, logo à segunda jornada.
Depois do Benfica ter escorregado na ronda inaugural, face ao Leixões (1-1, no Bessa), “dragões” e “leões” (líderes, a par do Marítimo, com três pontos) correm por uma moralizadora vantagem, a abrir, que pode ser bem mais do que apenas psicológica.
No segundo campeonato consecutivo a 16, depois de 15 seguidos com 18 clubes, todos os detalhes contam – e muito -, como se viu na época passada, com o FC Porto a sagrar-se campeão com um escasso ponto sobre Sporting e dois em relação aos “encarnados”.
Após a perda da Supertaça em Leiria (1-0, com golo do reforço russo Izmailov) para o rival de domingo, o bicampeão nacional está sob maior pressão, até porque joga em casa, perante os seus habitualmente exigentes adeptos, e um segundo desaire incutiria uma inconveniente descrença geral, principalmente na equipa.
Conquistado o primeiro troféu da época, o Sporting tem, por seu lado, a motivação adicional de querer fugir ao rival, com a particularidade de o fazer na condição de visitante.
O “duelo” de treinadores entre Jesualdo Ferreira e Paulo Bento aumenta a carga psicológica do desafio, até porque o “professor”, desde que está no Dragão, ainda não conseguiu bater o rival nos três jogos disputados: na Liga 2006/07 empatou 1-1 em Alvalade e perdeu 0-1 em casa, juntando-se agora igual desaire na Supertaça.
O Sporting apresenta-se com moral acrescido pelo facto de não perder fora há ano e meio (desde 07 de Janeiro de 2006), curiosamente frente a Jesualdo Ferreira, que na altura treinava o Sporting Braga, e de não perder qualquer jogo oficial desde 05 de Dezembro de 2006 (1-3 com o Spartak de Moscovo, para a Liga dos Campeões).
O início de época apresenta duas equipas com filosofias diferentes: o FC Porto tem apostado na estrutura da época passada, sem utilizar reforços (Tarik, que regressou ao clube após um ano a rodar na Holanda, foi excepção em Braga) na equipa inicial, enquanto o Sporting já introduziu quatro/cinco “caras novas” no “onze”.
Uma vez que nenhum dos 10 reforços tem exibido qualidade e capacidade inequívocas para conquistar um lugar no “onze”, pelo menos aos seus olhos, Jesualdo Ferreira tem-se limitado a aproveitar a “matéria prima” que conhece há um ano e a depositar imensa confiança na qualidade de Ricardo Quaresma, que decidiu em Braga (2-1).
Paulo Bento tem sido claramente mais arrojado com a inclusão do guarda-redes Stojkovic, do lateral Pedro Silva, dos médios Vukcevic e Izmailov e do avançado Derlei, este autor do primeiro golo do campeonato, na vitória “leonina” sobre a Académica (4-1).
Na actual conjuntura, o FC Porto está mais limitado no ataque face às lesões do brasileiro Adriano e do argentino Farias, que vão obrigar a improvisação, enquanto no Sporting o lateral “canarinho” Pedro Silva surge como o único impedido.
O jogo vai ter lotação esgotada (cerca de 51.000 espectadores) e um ambiente tradicionalmente infernal, que, curiosamente, não tem feito mossa no Estádio do Dragão, já que os portistas apenas venceram dois dos sete “clássicos” lá disputados frente aos eternos rivais.
LUSA


