Crónica: Benfica recupera futebol do ‘tetra’ e dá pontapé na alegada crise
O Benfica recuperou hoje alguns vestígios do futebol que o tornaram tetracampeão nacional e retomou o caminho dos triunfos, ao bater o Paços de Ferreira por 2-0, em jogo da sétima jornada da I Liga portuguesa.
Após três jogos seguidos sem conhecer o sabor da vitória, entre os quais a primeira derrota para o campeonato, no Bessa, as ‘águias’ não cederam ao quarto encontro, graças aos tentos de Cervi (20 minutos) e de Jonas (61), sendo que o avançado brasileiro ‘faturou’ pela quinta vez consecutiva na I Liga.
O Benfica aproveitou, assim, o deslize do Sporting em Moreira de Cónegos (1-1) e reduziu para três os pontos de distância para o segundo lugar, mas continua a cinco do agora líder isolado FC Porto, que na sexta-feira goleou o Portimonense (5-2).
Rui Vitória procedeu a uma autêntica revolução no ‘onze’ que iniciou o encontro com o Sporting de Braga, para a Taça da Liga (1-1), fazendo regressar alguns ‘pesos pesados’, entre eles Luisão e Jonas, ao mesmo tempo que manteve a aposta no jovem Rúben Dias, que foi titular pelo terceiro jogo seguido.
Contudo, a principal novidade prendeu-se com o regresso de Fejsa, após mais de um mês de ausência, mas também com a manutenção de Júlio César, que já tinha defendido as redes ‘encarnadas’ diante dos bracarenses, em detrimento de Bruno Varela.
O Benfica conseguiu apresentar, em vários momentos, a dinâmica coletiva que apenas tinha surgido a espaços esta época, além de uma maior agressividade na reação à perda da bola, que lhe valeu inúmeras recuperações em zonas mais próximas da baliza do Paços.
Desde cedo, o domínio benfiquista foi-se acentuando, com remates de Jonas, para defesa apertada de Mário Felgueiras, e de Grimaldo, que acertou no poste, na marcação de um livre direto.
Pouco depois, o ‘ferro’ voltaria a evitar o tento benfiquista, mais concretamente a Jonas, sendo que a resposta do Paços de Ferreira surgiu de forma ‘tímida’, à passagem dos 20 minutos, numa incursão de Xavier que terminou com remate à figura de Júlio César.
Ato contínuo, o guarda-redes colocou a bola jogável, esta chegou aos pés de Pizzi e Zivkovic – dois dos melhores em campo – e o sérvio cruzou para a entrada da área, onde Cervi – outro dos destaques benfiquistas – surgiu de rompante e em ‘carreira de tiro’, não dando hipóteses a Mário Felgueiras.
A ala direita do Benfica ia-se revelando muito ativa na construção de jogadas ofensivas, inclusive André Almeida, que surgiu mais afoito do que é habitual no ataque. Contudo, foi do lado esquerdo que surgiu nova situação de golo, desta vez num cruzamento de Seferovic que tomou o caminho da baliza, mas foi embater na barra.
Depois de uma primeira parte em que não conseguiram importunar Júlio César, os pacenses procuraram reagir no arranque da etapa complementar e Rui Correia deixou a respiração dos benfiquistas em suspenso, num cabeceamento que passou perto.
Jonas, que tinha andado completamente arredado do jogo na primeira metade, em sentido contrário ao da equipa, voltaria a perder no duelo com Mário Felgueiras, por duas vezes no mesmo lance, mas não iria repetir o desperdício à terceira tentativa, surgindo no local exato e reforçando o estatuto de melhor marcador da I Liga, com oito golos.
O guarda-redes foi mesmo o principal responsável por manter o resultado em níveis ?aceitáveis’ para os visitantes, tantas foram as intervenções que efetuou durante todo o jogo.
De resto, nem Pizzi nem Raúl Jiménez, que tinha sido lançado para o lugar de Seferovic, conseguiram bater o guardião dos ‘castores’, que ainda contou com o auxílio de Miguel Vieira para cortar em cima da linha de baliza um remate do recém-entrado Diogo Gonçalves.
Friday, 22 de September de 2017
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Monday, 25 de September de 2017
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