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I Liga (balanço): FC Porto sela tíulo na Luz, depois de quebra inesperada

O FC Porto seguia imparável rumo ao primeiro título de campeão da I Liga de futebol desde 2013 quando quebrou inesperadamente, porém, agarrou a sua sorte com o triunfo decisivo em casa do Benfica, recuperando definitivamente a liderança.

I Liga (balanço): FC Porto sela tíulo na Luz, depois de quebra inesperada
I Liga (balanço): FC Porto sela tíulo na Luz, depois de quebra inesperada

Quando, como que inexplicavelmente, o comando de quase todo o campeonato lhe fugiu para o Benfica após duas ‘improváveis’ derrotas seguidas fora – Paços de Ferreira (0-1, à 26.ª jornada) e Belenenses (0-2, à 28.ª) –, o Dragão foi mais audaz e ambicioso na ‘final’ da Luz, sendo premiado com golo do ‘capitão’ Herrera ao minuto 90 (1-0) da 30.ª jornada.

A fazer lembrar Kelvin (golo que, aos 90+2 minutos, no Dragão, ofereceu o cetro aos portistas em 2013), o mexicano encheu o pé à entrada da área e silenciou um estádio que clamava por um inédito ‘penta’, até agora só conquistado em Portugal precisamente pelos ‘azuis e brancos’ (1994/99).

Apesar das limitações impostas pela UEFA quanto ao ‘fair play’ financeiro, que impediu o investimento no plantel, os ‘dragões’ foram mais fortes do que muitos esperavam e iniciaram a prova com sete triunfos consecutivos, ultrapassando sucessivos obstáculos, crescendo e chegando a março com uma vantagem de cinco pontos sobre as ‘águias’.

O mérito da liderança era unânime, porém, quando o curto plantel foi castigado por lesões, as duas derrotas, no pior momento da época, custaram-lhe a queda para o segundo lugar: o Benfica ficou um ponto à frente e com o ‘inferno’ da Luz a seu favor no encontro decisivo, mas o seu rival foi mais audaz na procura da felicidade.

Campeão como jogador em 1997, 1998 e 2004, Sérgio Conceição regressou ao seu FC Porto para ser fundamental no êxito, ao devolver-lhe o ADN, feito de atitude e ambição de conquistas.

Forçado pelas circunstâncias, não só recuperou e promoveu ativos desvalorizados e dispersos em vários clubes, como lhes incutiu verdadeira mentalidade vencedora e colocou-os a jogar um futebol ofensivo e atrativo, em determinadas fases avassalador.

O maliano Marega foi quem mais surpreendeu, fundamental no ataque com a sua capacidade física e concretização, acompanhado, alternadamente, por Aboubakar ou Soares.

Casillas perdeu a titularidade a meio da época – Conceição mostrou ao grupo que ninguém é intocável -, mas recuperou-a e reforçou a experiência de uma defesa que teve Marcano e Felipe sólidos no eixo, libertando os laterais Alex Telles e Ricardo para maiores aventuras ofensivas.

Danilo, o pêndulo do miolo, lesionou-se na fase decisiva da época, mas Herrera tomou conta do setor, dando-lhe consistência enquanto Brahimi lhe conferiu magia e imprevisibilidade.

Com um percurso imaculado em casa – apenas ‘manchado’ pelo empate polémico com o Benfica (0-0) – os pupilos de Sérgio Conceição cederam mais enquanto visitantes, já que em 11 jogos empataram três e perderam dois.

Já com o título assegurado, os ‘dragões’ conseguiram ainda fechar a prova com 88 pontos, igualando o recorde absoluto do campeonato, do Benfica, de Rui Vitória, em 2015/16.

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