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Rui Costa e Makukula saltaram do banco para marcar os golos da vitória (2-0) do Benfica sobre o Moreirense, da Série A da II Divisão, qualificando os “encarnados” para as meias-finais da Taça de Portugal em futebol.

Taça Portugal: Rui Costa e Makulula dão vitória ao Benfica
Taça Portugal: Rui Costa e Makulula dão vitória ao Benfica

Frente à equipa mais modesta das que compunham o lote dos quartos-de-final da Taça de Portugal, José Antonio Camacho utilizou apenas quatro jogadores (Binya, Assis, Di Maria e Cardozo) do ”onze” inicial utilizado frente ao Sporting de Braga (1-1), com o romeno Sepsi a estrear-se a titular.

Uma opção que até poderia justificar-se, tendo em conta o “derby” do fim-de-semana com o Sporting, em Alvalade, mas que não explica a razão pela qual o técnico “encarnado” optou por jogar com dois “trincos” (Binya e Maxi Pereira), quando recebia na Luz uma equipa do meio da tabela da II Divisão, terceiro escalão nacional.

O resultado foi evidente: um jogo fraco, quase sem ocasiões de perigo durante os primeiros 45 minutos, excepção feita a um remate de cabeça de Cardozo, aos 23 minutos, a cruzamento de Luís Filipe, e uma recarga de Assis, após uma defesa incompleta de Rui Marcos, aos 39.

O Moreirense também não trouxe a Lisboa suficientes razões para empolgar o pouco público (uns seis mil espectadores) que não encheu as bancadas, isto apesar da “tentação” de ver o Benfica a jogar como se pela frente estivesse o AC Milan – a pedido de Camacho.

A equipa orientada por Daniel Ramos teve somente o experiente Quim na frente e apenas conseguiu criar uma verdadeira ocasião de perigo, aos 43 minutos, num livre directo de César Marques que obrigou o guarda-redes Butt a defesa para a fotografia.

No segundo tempo, manteve-se a toada, mesmo depois de, aos 56 minutos, Rui Costa e Makukula terem rendido Luis Filipe e Adu.

Era a confirmação da inépcia da equipa e o assumir, pelo próprio Camacho, de que o Benfica não estava bem, até porque, no minuto anterior, Rui Borges havia rematado com perigo à figura de Butt, e o guarda-redes alemão voltaria a estar em destaque, aos 57, a um “tiro” do “meio da rua” de César Marques.

Não tardou a ouvir-se os primeiros assobios na Luz, sobretudo porque o Moreirense tornava-se cada vez mais afoito no contra-ataque, até que, aos 70, Rui Costa restituiu a tranquilidade aos adeptos da casa, com um pontapé frontal, à entrada da área, sem defesa para Rui Marcos.

Cardozo voltou a causar perigo com um tiro à figura de Rui Marcos, dois minutos antes de ser substituído por Mantorras, mas seria Makukula a fixar o resultado, aos 87, num lance em que o avançado internacional português aproveitou um “brinde” da defesa do Moreirense para fazer uma emenda vitoriosa para o fundo da baliza.

Curiosamente foram os primeiros dois tentos sofridos pelo Moreirense na prova, mas bastaram para o tirarem da Taça de Portugal.

Antes do início do encontro, foi respeitado um minuto de silêncio em memória de Cabral Ferreira, ex-presidente do Belenenses, que hoje foi a sepultar.

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