Bwin Liga: Dois jogos, dois empates nos jogos da tarde
Dois jogos, duas igualdades a uma bola, nos jogos disputados na tarde de domingo, relativos à 21ª jornada da Bwin Liga. Estrela da Amadora e Nacional conseguiram importantes empates nos redutos do Marítimo e Naval, respectivamente.
O Marítimo e o Estrela da Amadora empataram hoje 1-1, em jogo da 21ª jornada da Liga de futebol, marcado por uma expulsão, que deixou a equipa da Reboleira reduzida a 10 durante 48 minutos, e uma grande penalidade.
O Marítimo entrou para a partida “obrigado” a vencer para se manter no ”comboio” da UEFA, frente a um adversário que também queria pontos para alcançar a tranquilidade na tabela classificativa.
Logo aos 17 segundos, Kanu isolou-se a área, contornou Nelson, perdeu ângulo e passou a Mossoró que não fez melhor do que rematar às malhas laterais.
Aos nove minutos, o Marítimo teve uma série de pontapés de canto seguidos (cinco) que não resultaram face ao acerto da defesa do Estrela e de Nelson.
O Marítimo dominava por completo a partida, até que aos 21 minutos, na sequência de um canto marcado por Mateus, da direita, o defesa central Maurício, ao segundo poste, elevou-se bem e fez o golo.
A perder, a equipa de Sebastião Lazaroni entrou num período de desnorte, enviando muitas bolas pelo ar para a área adversária, onde não estavam Bruno Fogaça e André Pinto, ambos lesionados.
Aos 42 minutos, Mendonça terá agredido Ricardo Esteves, junto à linha lateral, quando a jogada se desenrolava do lado oposto.
Perante os protestos do público e após sinalética do árbitro auxiliar, Olegário Benquerença acabou por expulsar o extremo-esquerdo do Estrela.
No reatamento, Lazaroni decidiu dar mais altura ao seu ataque, substituindo Mossoró por Baba, que aos 50 minutos, quase fazia o empate, num cabeceamento que saiu ligeiramente ao lado poste esquerdo.
O Marítimo continuava a atacar, às vezes sem nexo, mas numa dessas jogadas, um cruzamento da direita de Ricardo Esteves foi interceptado na área por Hélder Cabral com o braço.
Na conversão da grande penalidade, aos 72 minutos, bruno repôs a igualdade.
Com a equipa de Dauto Faquirá cada vez mais instalada na sua área, faltavam espaços para a equipa madeirense e quando eles surgiam eram pouco aproveitados pelos avançados da casa.
No outro jogos disputado esta tarde, Naval 1º de Maio e o Nacional da Madeira empataram hoje 1-1 na Figueira da Foz, num jogo da 21ª jornada da Liga portuguesa de futebol cujo resultado não serviu o interesse de nenhuma das equipas.
Os insulares, em busca de um lugar europeu, inauguraram o marcador por Juliano, aos 45 minutos, de grande penalidade, mas os anfitriões, envolvidos na luta pela manutenção, empataram por Marcelinho, no início da segunda parte (52).
Os figueirenses precisavam de fazer algo mais, para se poderem afastar da zona de despromoção, mas o ponto alcançado acaba por garantir-lhes que no final desta jornada continuarão sem cair abaixo da ”linha de água”.
Quanto à partida, caso existisse livro de reclamações, alguém teria de responder pelo fraco espectáculo com as duas equipas a vaguearem pelo relvado, praticando um futebol inócuo, desgarrado e sem emoção.
Com esquemas tácticos idênticos (4-3-2-1), os dois conjuntos mostraram pouca dinâmica, nomeadamente na transição da defesa para o ataque, e todas as iniciativas acabavam antes do último terço do terreno.
O primeiro revés para os donos da casa surgiu quando Diego se lesionou aos 14 minutos, obrigando desde logo o treinador Ulisses Morais a proceder a alterações na equipa.
Apesar do fraco espectáculo, sem oportunidades de golo, a formação insular conseguiu sair em vantagem no final dos primeiros 45 minutos, com um golo marcado sobre o intervalo por Juliano, de grande penalidade, a punir um derrube de Marinho a Patacas.
O intervalo foi bom conselheiro para os donos da casa, que tentaram imprimir maior velocidade ao seu futebol, para o que muito contribuiu a alteração feita ao intervalo por Ulisses Morais, que deixou Hugo Santos no balneário, surgindo no seu lugar Dudu.
O brasileiro entrou bem na partida e poucos minutos depois, aos 52, sentiram-se os efeitos da alteração, com a turma da Figueira da Foz a restabelecer a igualdade: Dudu cruzou para a área e Marcelinho desviou para o golo do empate.
Com tudo em aberto, esperava-se mais emoção e a Naval galvanizou-se com o tento obtido e durante algum tempo ganhou algum ascendente sobre o adversário, criando algumas situações algo embaraçosas para a defensiva insular, mas sem resultados práticos.


