Liga Campeões: Man Utd e Barcelona com Liverpool e Chelsea nas «meias»
O Manchester United e o FC Barcelona, único sobrevivente não inglês, marcaram hoje encontro nas meias-finais da Liga dos Campeões em futebol, ao ultrapassarem, como anunciado, o AS Roma e o Schalke 04, respectivamente.
Sem Cristiano Ronaldo, que Alex Ferguson não tirou do banco, o United venceu em Old Trafford os italianos por 1-0, depois de já ter ganho por 2-0 na primeira “mão”, enquanto o FC Barcelona recebeu e bateu os alemães também por 1-0, o resultado de Gelsenkirchen.
Os “red devils” voltam, assim, um ano, depois às meias-finais, tal como os compatriotas do Liverpool e do Chelsea, que se haviam qualificado terça-feira: em relação a 2006/2007, o FC Barcelona é a única novidade, “substituindo” o campeão europeu AC Milan.
Dos quatro semi-finalistas, que se vão encontrar a 22 ou 23 de Março (primeira “mão”) e 29 ou 30 (segunda), o Chelsea, pela quarta vez em cinco anos nas “meias”, é o único que nunca ganhou a prova: o Liverpool conta cinco ceptros (1977, 78, 81, 84 e 2005), enquanto o United (1968 e 99) e o “Barca” (1992 e 2006) somam ambos dois.
Em Inglaterra, o Manchester United, que na mesma fase da época passada tinha goleado os romanos por 7-1, começou demolidor, mas muito perdulário, e, aos 30 minutos, o AS Roma quase reentrou na eliminatória, só que De Rossi desperdiçou uma grande penalidade.
Os romanos tiveram mais ocasiões para inaugurar o marcador, mas não aproveitaram e, aos 70 minutos, a eliminatória acabou em definitivo: Owen Hargreaves centrou da direita e o argentino Carlos Tevez mergulhou e cabeceou vitoriosamente.
Até ao final, os adeptos do United, que hoje só viram Ronaldo olhando para o banco – Nani continua lesionado -, ainda tiveram mais uma grande razão para festejar, quando, aos 81 minutos, Gary Neville fez a primeira aparição da temporada… um ano depois.
No Nou Camp, o “Barca”, que tinha ganho em Gelsenkirchen por 1-0, também passou por alguns sustos, mas acabou por arrumar, praticamente, a eliminatória ainda na primeira parte, aos 43 minutos, quando o marfinense Yaya Touré inaugurou o marcador.
Após o intervalo, o conjunto comandado pelo holandês Frank Rijkaard, de novo sem o internacional luso Deco (lesionado), limitou-se a controlar, acabando por ter apenas uma contrariedade: aos 63 minutos, Puyol viu um amarelo e falha a primeira “mão” das “meias”.
Nos encontros de terça-feira, o Liverpool (4-2 ao Arsenal) e o Chelsea (2-0 ao Galatasaray) também confirmaram, embora com algumas dificuldades, o favoritismo conquistado na primeira “mão”.
Na cidade dos Beatles, os “reds” confirmaram a apetência para “duelos” a duas “mãos” na “Champions”: em quatro anos, desde 2004/2005, apenas cederam uma vez, nos oitavos-de-final de 2005/2006, frente ao Benfica, vencedor por 1-0 em casa e por 2-0 em Anfield Road.
O “onze” comandado pelo espanhol Rafael Benitez vai, agora, defrontar pela terceira vez em quatro anos os compatriotas do Chelsea nas meias-finais, depois de ter levado a melhor em 2004/2005 e 2006/2007, quando ainda era José Mourinho a comandar os londrinos.
Após o empate fora (1-1), o Liverpool teve, porém, enormes dificuldades, já que o Arsenal esteve duas vezes no comando da eliminatória, quando fez o 1-0, aos 13 minutos, por Diaby, e empatou 2-2, por Adebayor, aos 84, após genial jogada de Walcott.
Os locais, que tinham virado de 0-1 para 2-1, com um tento de Sami Hyypia (30 minutos) e um “golão” de Fernando Torres (69), reagiram na jogada seguinte: Ryan Babbel, que viria a fechar o resultado (92), foi carregado na área por Touré e Steven Gerrard não “tremeu” e converteu a respectiva grande penalidade (85).
Em Stamford Bridge, o Chelsea, que havia perdido por 2-1 em Istambul, adiantou-se no marcador logo aos quatro minutos, pelo alemão Michael Ballack, mas só descansou aos 87, com o segundo tento, materializado por Frank Lampard.
O central Ricardo Carvalho alinhou os 90 minutos, ao contrário de Paulo Ferreira, que ficou fora dos eleitos, mas quem mais brilhou entre o trio luso dos “bleus” foi o guarda-redes Hilário, que substituiu o lesionado Cudicini aos 26 minutos e teve duas intervenções decisivas nos derradeiros 10 minutos.


