1
2
3
4

O treinador do Boavista, Jaime Pacheco, acredita que a sua equipa vai entrar em campo no jogo de domingo, no Estádio do Bessa, frente ao Nacional, apesar do pré-aviso de greve dos futebolistas do plantel.

Boavista: Jaime Pacheco acredita que jogadores vão defrontar Nacional
Boavista: Jaime Pacheco acredita que jogadores vão defrontar Nacional

Ao mesmo tempo que os futebolistas se reuniam com o presidente do sindicato dos jogadores, Joaquim Evangelista, e davam um prazo até às 15:00 de hoje para receberem os salários em atraso, Jaime Pacheco debruçou-se sobre a situação do Boavista, em conferência de imprensa.

O treinador mostrou-se convicto de que “vai haver jogo” domingo e que tem feito “tudo para que tal aconteça”.

“Treinámos normalmente e estamos preparados. Se os jogadores quiserem, vai haver jogo e é esse o meu desejo. Farei tudo o que puder para que eles joguem”, afirmou o técnico “axadrezado”.

Jaime Pacheco disse que os jogadores “não resolvem problema nenhum” com a greve, mas confessou que “tem sido difícil” convence-los a dar o seu melhor nos treinos e nos jogos.

“Há muitas semanas que tem sido difícil treinar. Conversamos e tento que eles treinem bem, mas sinto que estão frágeis, porque têm problemas familiares. Sinto que nos jogos não temos a mesma força de há dois meses. O meu dever é fazê-los ver a importância de trabalhar e que o Boavista está acima de tudo”, notou.

O técnico português garantiu que a situação de crise no Boavista “já tem anos”, mas exigiu respeito por si e pelos jogadores.

“Já sou muito experimentado nisto. Gosto do Boavista e acho que merecíamos mais respeito. O nome do Boavista tem sido colocado de forma triste na praça pública. Os jogadores merecem que tudo se faça para que as coisas sejam resolvidas”, defendeu.

Jaime Pacheco confessou ainda que também lhe “devem salários”, mas que suporta a situação, apesar de deixar algumas críticas à direcção do clube “axadrezado”.

“Sempre suportei as dificuldades. Vou para o trabalho com a mesma vontade, mas acho que não merecia tanto ingratidão, tanta traição. Um dia destes, vou esclarecer as coisas e contar umas verdades”, informou.

Questionado se ainda acredita na gestão do Boavista, o treinador disse fazê-lo à sua maneira, apesar de afirmar que o plantel se sente “abandonado2: “esta época, só de vez em quando tivemos companhia. Somos uma equipa abandonada, sozinha, mas estamos habituados a viver na solidão e até gostamos”.

Em relação à sua continuidade no clube do Bessa, Jaime Pacheco disse não estar preocupado com essa questão.

“Nunca ninguém me disse se vou continuar ou não, nem eu sei se vou continuar, mas não me preocupo. A minha preocupação é que o Boavista não desça de divisão”, assumiu.

Com ou sem greve dos jogadores, a partida entre Boavista e Nacional está agendada para as 16:00 de domingo, no Estádio do Bessa, com arbitragem de Rui Silva, de Vila Real.

Siga-nos no Facebook, no X, no Instagram, no Whatsapp e no Youtube.

Na Primeira Página