Benfica está acima de jogadores e treinadores, Fernando Chalana
O treinador do Benfica disse hoje em Luanda que o clube está acima dos jogadores e dos treinadores, defendendo assim o empenho que a equipa vai colocar em campo quarta-feira, quando defrontar a selecção angolana de futebol.
Fernando Chalana, que mantém o comando técnico da equipa até à chegada de um novo treinador, admitiu que a época agora finda foi ”desgastante” e ”insatisfatória” quanto a resultados, mas disse que os profissionais do Benfica têm que honrar o emblema e ”os milhares de simpatizantes” que o clube tem espalhados pelo Mundo.
Numa conferência de imprensa de antecipação do encontro de quarta-feira diante dos ”Palancas Negras”, a realizar no Estádio da Cidadela, na capital angolana, Chalana referiu-se à motivação dos atletas que dirige, insistindo no ”profissionalismo” dos jogadores e o exigido ”respeito pelo emblema”.
Para sublinhar esta importância, Chalana, que estava acompanhado pelo angolano Pedro Mantorras, a quem elogiou o empenho em campo e nos treinos, lembrou a festa que foi a passagem do clube por Cabo Verde e a escala feita em São Tomé e Príncipe, onde o Benfica foi recebido por milhares de adeptos em delírio.
Situação que não se repetiu ainda em Luanda, quer na chegada da equipa ao aeroporto quer ao estádio da Cidadela, onde hoje efectuou um treino à porta fechada. No exterior do estádio também não havia adeptos para ver os craques.
Chalana aproveitou ainda para lembrar que em Angola o Benfica tem uma forte simpatia por parte das pessoas e recordou que esta é a terceira vez que visita o país enquadrado em visitas do clube.
O antigo ídolo ”encarnado” lembrou a emotividade do futebol africano e pediu ”fair-play” à selecção angolana, ”poucas faltas em campo”, porque em final de época os jogadores têm muitos minutos nas pernas e as lesões podem surgir.
Por seu turno, Mantorras deixou claro que está pronto para alinhar sempre, ”porque todos os jogadores querem jogar e ficam tristes quando isso não acontece”.
Já em relação à possibilidade de actuar 45 minutos por cada equipa, Pedro Mantorras afastou claramente o cenário, mas sublinhou: ”Este é claramente um jogo especial”, como já o fora em 2002 o desafio, quando defrontou o seu clube com o emblema dos ”Palancas Negras”.


