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Luisão admira convicção dos árbitros, que devem saber segurar adrenalina dos «derbys»

O defesa central do Benfica Luisão disse hoje admirar a convicção dos árbitros no julgamento das jogadas e valorizou a capacidade para “segurar o jogo”, exemplificando com os ‘derbys’ iniciados com “adrenalina a mil”.

Luisão admira convicção dos árbitros, que devem saber segurar adrenalina dos «derbys»
Luisão admira convicção dos árbitros, que devem saber segurar adrenalina dos «derbys»

“O que mais gosto dos árbitros é a convicção com que apitam as jogadas, porque se noto que não está com muita segurança, eu, muitas vezes, como capitão, sou daqueles que mais reclama”, afirmou hoje o defesa central do Benfica.

Durante o 7º Encontro Nacional do Árbitro Jovem da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), que decorre até domingo, em Rio Maior, o internacional brasileiro apresentou o ex-árbitro Paulo Paraty, com quem partilhou a mesa da conferência, como exemplo de “autoridade e convicção”.

Impedido de alinhar hoje no Benfica-Sporting por cumprir o segundo de dois jogos de castigo, Luisão disse gostar de árbitros “com capacidade para segurar o jogo, por exemplo num ‘derby’ em que toda a gente entra com adrenalina a mil, mas que tenha também capacidade para deixar seguir, quando tem de ser”.

“Mas, para mim, o melhor árbitro é aquele que não aparece no jogo”, frisou o defesa ‘encarnado’, que se manifestou favorável à profissionalização dos árbitros, mas mais renitente quanto à utilização de novas tecnologias na arbitragem.

Luisão, que protagonizou a palestra juntamente com o companheiro de equipa e compatriota Fellipe Bastos, lamentou a ausência de reuniões com árbitros, como acontece nas grandes competições internacionais de selecções.

“Nós, os jogadores, não conhecemos todas as regras do futebol”, frisou Luisão, sugerindo uma “ligação maior” através de uma “reunião todos os meses ou de dois em dois meses com os árbitros”, porque “às vezes falta conhecimento”.

Questionado por um dos 65 jovens árbitros presentes, com idades entre os 15 e os 18 anos, 12 dos quais do sexo feminino, sobre o tema da palestra – “Jogadores e Árbitros, parceiros no espectáculo” -, Luisão referiu ter uma opinião divergente.

“Sinceramente, não considero os árbitros parceiros a 100 por cento. Isso aconteceria se nós respeitássemos quando o árbitro apita a jogada, mas isso é do calor do jogo, e aí esquecemos um pouco a palavra parceiro”, explicou.

Segundo o defesa brasileiro, “quando um jogo corre mal, a tendência é culpar o árbitros, que é o menos culpado disso”, justificando que isso ocorre muitas vezes quando “um atleta não está preparado e não está bem fisicamente”.

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