Peseiro regressa a Portugal com promessa de pagamento do Rapid
O treinador português José Peseiro regressa hoje a Portugal, depois de ter rescindido com justa causa o vínculo com o Rapid Bucareste, aguardando o pagamento ”dos meses de trabalho” para recorrer à justiça da FIFA.
”Não houve ainda o pagamento, mas prometeram-me que estão a tentar resolver essa questão e será feito nos próximos dias. Daí que eu não vá accionar ainda os mecanismos normais e legais que me cabem nesta situação”, disse hoje à Agência Lusa José Peseiro, acrescentando que a regularização dos salários estará dependente ”da venda de, pelo menos, um jogador”.
O técnico afirmou que ”dadas as dificuldades do clubes”, aceitou aguardar ”hoje, amanhã e depois” para que seja concretizado o ”acordo amigável”, que evitará um eventual recurso à justiça da FIFA.
”Este acordo para a rescisão apenas será efectivo mediante o pagamento dos meses de trabalho até aqui, abdicando o restante contrato”, explicou o treinador, que chegou a ser despedido 02 de Outubro de 2008, decisão que ficou em suspenso devido à falta de dinheiro do clube para lhe pagar
Questionado pela Lusa sobre a permanência dos portugueses João Paulo (ex-FC Porto), Ricardo Fernandes (ex-Nacional) e João Paulo Ribeiro (ex-União Leiria) e dos brasileiros Juliano Spadacio (ex-Nacional) e Cláudio Pitbull (ex-Vitória de Setúbal) no Rapid, Peseiro considera que a situação ”não é fácil”.
”Nem todos receberam os vencimentos, mas, na Roménia, normalmente, os jogadores mais importantes recebem. Mesmo assim, parece-me que no final do mês, alguns poderão avançar para a rescisão com justa causa”, sublinhou.
Para o treinador, a sétima posição do Rapid na Liga, a sete pontos do líder Dínamo de Bucareste, e a presença nos quartos-de-final da taça romena, permite ao clube ”estar na luta pelos títulos que se propunha disputar”.
”Quando aceitámos este projecto propuseram-nos condições económicas e estabilidade, que não se vieram a concretizar. Numa segunda fase, depois da saída de um dos accionistas do clube, disseram-nos que era impossível manter o orçamento, que mesmo assim era mais baixo que o do Dínamo e do Cluj, e começaram a renegociar contratos e a deixar sair jogadores, como foi o caso do Júlio César”, acrescentou.
Além de Peseiro, também os adjuntos Eduardinho, Pedro Caixinha e Goran Zivanovic, abandonaram o Rapid de Bucareste, depois de terem assinado contratos de três anos com o clube, a 03 de Junho de 2008.
Aos 48 anos, o ex-treinador-adjunto de Carlos Queirós no Real Madrid, já comandou o Nacional e o Sporting, em Portugal, o Al-Hilal, na Arábia Saudita, e o Panathinaikos, na Grécia.
Marian Rada foi hoje confirmado pelo Rapid, no seu sítio oficial na Internet, como sucessor do treinador português, enquanto Nicolae Manea foi nomeado director técnico do clube.


