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Preparação da delegação olímpica brasileira em Portugal vale 2,5 milhões de euros

A passagem da delegação olímpica brasileira por Portugal para preparar os Jogos Olímpicos de Tóquio2020 representa um impacto de 2,5 milhões de euros no país, revela o presidente do Comité Olímpico de Portugal (COP), José Manuel Constantino.

Preparação da delegação olímpica brasileira em Portugal vale 2,5 milhões de euros
Preparação da delegação olímpica brasileira em Portugal vale 2,5 milhões de euros

Em declarações à agência Lusa, o líder do COP sustenta que a preparação dos atletas brasileiros em solo português “tem uma vantagem naturalmente desportiva, mas tem, sobretudo, uma enorme importância no plano diplomático e no plano económico”, sendo que esta situação não será caso único no futuro próximo.

“Agora, junte-se à delegação brasileira a delegação da Colômbia e um conjunto de outras equipas e outros atletas, que, tradicionalmente, procuram Portugal para preparar as suas temporadas desportivas. Incluem-se aqui seleções, campeões do mundo e campeões olímpicos. Creio que isto tem vantagens para Portugal e aquilo que eu espero é que não se criem dificuldades”, frisou.

José Manuel Constantino apela também a que sejam sinalizadas as condições de segurança exigíveis às delegações desportivas de outros países e lembra que o COP apenas pode ajudar a potenciar mais situações como a vinda da delegação brasileira, mas que a sua esfera de atuação é limitada.

“Não cabe ao COP fazer o trabalho que a nossa diplomacia tem de fazer, que o nosso governo tem de fazer na área da administração interna e que o nosso turismo tem de fazer do ponto de vista da promoção. A nossa missão é ajudar, colaborar, sugerir, agilizar contactos, mas não somos um organismo do Estado”, nota.

Confrontado com a recente exclusão de Portugal por parte de vários países das listas de corredores turísticos seguros, como foi o caso do Reino Unido, o responsável pelo movimento olímpico nacional pede para que o poder político não caia numa lógica de retaliação, pelos efeitos negativos que uma postura dessas poderia trazer nas mais diversas áreas.

“A nós colocam-nos problemas, eu espero é que Portugal não reproduza junto dos outros os problemas que nos colocam. Não se pede nenhuma exceção para estes atletas, pede-se apenas que possam entrar e que entrem cumprindo as regras exigíveis”, explica, acrescentando: “Se se sabe que os melhores vêm a Portugal para estagiar, a tendência natural é a reprodução dessa iniciativa e Portugal só tem a aproveitar essa circunstância.”

Os primeiros representantes da comitiva brasileira a chegar são as chefias, segundo o presidente do COP, devendo aterrar em Portugal na segunda-feira. Depois, seguir-se-ão as equipas de judo, natação, vela, entre outras, com o total de elementos oriundos do Brasil a poder aproximar-se dos 400, incluindo também médicos, fisioterapeutas e ‘staff’ de apoio.

“Enviei uma carta ao governo, enviei uma carta aos embaixadores do Brasil e da Colômbia sinalizando este interesse, mas o COP não pode fazer muito mais do que isto. O COP não tem instrumentos de intervenção pública, estamos aqui a dar uma ajuda. Cabe ao governo português entender se esta ajuda é útil ou se não tem interesse nenhum”, conclui.

Os Jogos Olímpicos de Tóquio2020 foram adiados para 2021 devido à pandemia covid-19.

A pandemia já provocou mais de 556 mil mortos e infetou mais de 12,36 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.646 pessoas das 45.679 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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