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O treinador português Vítor Pereira evocou hoje os momentos vividos ao serviço do Wolverhampton durante quase um ano, após ter sido demitido do comando do 20.º e último colocado da Liga inglesa de futebol.

Vítor Pereira evoca momentos vividos durante quase um ano no Wolverhampton
Vítor Pereira evoca momentos vividos durante quase um ano no Wolverhampton

“Foi um privilégio treinar o Wolverhampton e viver momentos únicos com este clube e os seus adeptos”, assinalou o técnico, de 57 anos, numa nota publicada nas redes sociais.

Um dia depois da derrota fora com o Fulham (3-0), orientado pelo português Marco Silva, para a 10.ª jornada do campeonato, o Wolverhampton anunciou o despedimento de Vítor Pereira, numa fase em que tem dois pontos, resultantes de dois empates e oito derrotas.

A formação dos portugueses José Sá, Toti Gomes e Rodrigo Gomes tornou-se mesmo a primeira da história da Premier League a começar duas edições seguidas sem êxitos nas 10 iniciais rondas, estando já a oito pontos do Burnley, 17.º e primeiro acima da zona de descida, e fora da Taça da Liga, após ter perdido frente ao Chelsea (4-3), na quarta-feira.

“Agradeço aos proprietários do clube pela confiança e aos jogadores pelo trabalho e pelo compromisso ao longo destes meses, assim como a todo o ‘staff’ por me fazerem sentir parte da família. Desejo as maiores felicidades ao clube para o resto da época”, referiu.

Vítor Pereira tinha sido contratado ao Wolverhampton em dezembro de 2024 e renovou contrato há quase dois meses, até 2028, mas não resistiu aos maus resultados e fez no sábado o último jogo, marcado pela expulsão do costa-marfinense Emmanuel Agbadou.

James Collins e Richard Walker, técnicos dos conjuntos de sub-21 e júnior, vão assumir provisoriamente os treinos dos ‘wolves’, que deixam a Liga inglesa com três treinadores lusos – Marco Silva no Fulham, Nuno Espírito Santo, que esteve no clube das Midlands Ocidentais entre 2017 e 2021, no West Ham, e Ruben Amorim no Manchester United.

Vítor Pereira terminou a primeira experiência em Inglaterra, após passagens pela Arábia Saudita, Grécia, onde logrou um campeonato e uma Taça com o Olympiacos, Turquia, Alemanha, China, com um campeonato e uma Supertaça pelo Shangai SIPG, ou Brasil.

Antes de se fixar no estrangeiro, ganhou dois campeonatos e outras tantas Supertaças Cândido de Oliveira no FC Porto, de 2011 a 2013, já depois de ter sido adjunto de André Villas-Boas, atual presidente ‘azul e branco’, em 2010/11, época em que os ‘dragões’ tiveram quatro cetros em cinco possíveis, incluindo a I Liga portuguesa e a Liga Europa.

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